Sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Mark Zuckerberg alfineta os novos óculos de realidade mista da Apple: “Custam sete vezes mais que os da Meta”

Em reunião com funcionários de sua empresa Meta, o norte-americano Mark Zuckerberg compartilhou suas primeiras impressões sobre o “Vision Pro”, novos óculos de realidade mista da Apple, empresa rival. O executivo tentou passar a ideia de que não ficou surpreso com a novidade anunciada pela concorrente a ainda criticou o preço do dispositivo.

Poucos dias antes da apresentação do Vision Pro, ele havia revelado a sua própria versão do dispositivo, o “Meta Quest 3”, mencionando o que considera como vantagens em relação ao outro produto: “O Vision Pro custa sete vezes mais e requer tanta energia que você precisa ligá-lo a uma bateria com fio”.

O bilionário também insinuou que o produto concorrente oferece limitações quanto à mobilidade. Isso porque na apresentação feita pela rival sempre aparecia uma pessoa sentada, com pouca movimentação: “Nosso dispositivo também é sobre ser ativo e fazer coisas. Alguém sentado pode ser a visão de futuro da Apple, mas não é a que eu quero”.

As cutucadas não pararam por ai. “Ver o que eles colocam lá fora e como eles vão competir só me deixou ainda mais animado e de muitas maneiras otimista de que o que estamos fazendo importa e vai ter sucesso”, ironizou Zuckerberg.

Detalhes

Revelado no dia 5 de junho durante a conferência anual WWDC (promovida pela Apple para desenvolvedores), o Vision Pro é definido pela empresa como “o produto mais ambicioso que já criamos”. As vendas devem começar nos Estados Unidos no início do ano que vem.

O preço é projetado em US$ 3.499 (cerca de R$ 17.230, na conversão atual). A título de comparação, o “Quest Pro”, óculos mais caros da Meta, custa US$ 999 (R$ 4.900).

A novidade da Apple foi classificada como um dispositivo de “computação espacial” pelo presidente-executivo da empresa, Tim Cook. Em seu discurso, ele recorreu a uma frase de efeito: “Esse é o primeiro dispositivo da Apple que você olha através dele, não para ele”.

Como funciona

Os óculos de realidade mista da Apple são um dispositivo que combina Realidade Virtual (VR) e Realidade Aumentada (AR). A tecnologia permite oferecer uma experiência imersiva ao usuário – seja para entretenimento, trabalho ou estudo. Diferentemente de outros concorrentes do mercado, como o Meta Quest Pro, o modelo é controlado inteiramente pela voz, movimento dos olhos e mãos do usuário — dispensando o uso de controles físicos.

No mercado, ele chega no começo de 2024, inicialmente nos Estados Unidos, pelo preço de US$ 3.499 (cerca de R$ 17.240, em conversão direta). Nas linhas a seguir, o TechTudo conta, em detalhes, tudo o que você precisa saber sobre os óculos de realidade aumentada da Apple.

Toda a frente do Apple Vision Pro é uma peça única de vidro laminado tridimensional (3D), fabricada a partir de uma liga de alumínio. Nela, há um conjunto de ímãs para prender o Light Seal e uma estrutura acolchoada disponível em vários tamanhos para se adaptar a diferentes formatos de rostos. Quando em uso, o modelo se flexiona para acomodar melhor a face do usuário.

Nas laterais existem dois botões: o primeiro serve para captura de fotos, enquanto o outro é uma coroa digital (parecida com a existente no Apple Watch) para controles físicos da interface. Também possuiu entradas na estrutura metálica, por onde o ar é sugado para resfriar os componentes internos. Conforme a fabricante, o sistema trabalha “silenciosamente”.

O modelo é preso à cabeça do usuário a partir de uma faixa. Trata-se de uma peça única elástica em tricô, numa configuração que lembra “costelas”, como a própria Apple descreveu durante o anúncio. Ela é encaixada ao Vision Pro por meio de um mecanismo magnético, que possibilita ao usuário a troca da haste por outros tamanhos, caso seja necessário. Há, ainda, um botão de ajuste para impedir que o aparelho fique frouxo ou caia durante a utilização.

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