Sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Mesmo baixos, níveis de poluição do ar podem prejudicar a sua saúde

Mesmo níveis baixos de poluição do ar podem prejudicar a saúde. As informações vêm de um estudo do Health Effects Institute (EUA). Para chegar a essa afirmação, os pesquisadores analisaram os lugares mais limpos do mundo, sob a premissa de ajudar os governos a pensar em maneiras futuras de gerenciar os malefícios dos poluentes.

Apesar do ar do Canadá ser relativamente limpo, o estudo descobriu que quase 8 mil canadenses estavam morrendo mais cedo a cada ano devido à poluição do ar. Notavelmente, mesmo as pessoas nas áreas mais limpas estavam experimentando um impacto em sua saúde.

Os pesquisadores apontam que não há como definir a quantidade mínima de poluição “aceitável”. Essas descobertas sugerem que importantes benefícios para a saúde podem ser obtidos com reduções contínuas na poluição do ar e padrões regulatórios mais rigorosos, inclusive em países como Canadá e Reino Unido.

“Considerando que não identificamos um nível ‘seguro’ de poluição do ar, devemos repensar nossa abordagem e focar nas reduções contínuas ano a ano, em vez de apenas estabelecer padrões fixos de concentração que são revisados ​​apenas a cada cinco a 10 anos. Os impactos na saúde são muito grandes”, dissertam os autores.

Estudos anteriores já alertaram que a poluição do ar contribui para a demência e a asma pode começar a ser exposta à poluição do ar pelo tráfego. Embora os países do Reino Unido e da Europa estejam comprometidos em reduzir a poluição média por partículas e a poluição total produzida por cada país as evidências crescentes ressaltam a necessidade de ações para melhorar a poluição do ar em todos os lugares e especialmente para os mais vulneráveis.

Doenças infecciosas

Uma equipe internacional de cientistas descobriu que até 58% das doenças infecciosas que atingem os humanos podem se agravar com os efeitos das mudanças climáticas. Isso significa que o contato com milhares de agentes infecciosos deve se acentuar e muitos destes patógenos podem sofrer mutações com a mudança do cenário global.

Publicado na revista científica Nature Climate Change, a revisão sistemática — investigação que compara resultados obtidos por outros estudos — sobre os efeitos da mudança climática na saúde foi liderado por pesquisadores da Universidade do Havaí, nos Estados Unidos, e da Universidade de Gotemburgo, na Suécia.

“Das 375 doenças humanas [rastreadas no estudo], descobrimos que 218 delas — bem mais da metade — podem ser afetadas pelas mudanças climáticas”, detalham os autores em artigo para a plataforma The Conversation.

Para citar alguns exemplos de como as mudanças climáticas podem afetar a disseminação de doenças, a equipe de cientistas comenta que o maior número de enchentes pode provocar uma onda de casos de hepatite ou ainda de leptospirose. No Brasil, é comum observar o aumento das duas doenças após temporadas de fortes chuvas.

No outro extremo, regiões em que secas se tornam mais prolongadas ou em que grandes áreas são devastadas podem aproximar animais selvagens das populações humanas. Este contato pode favorecer diferentes tipos de zoonoses e até o surgimento de novas doenças.

Agora, o aumento médio das temperaturas pode favorecer a reprodução das diferentes espécies de mosquitos. Nessas circunstâncias, algumas doenças podem se disseminar mais facilmente, como malária, dengue, chikungunya e zika.

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