Quarta-feira, 22 de maio de 2024

Mesmo sem casos de nova variante do coronavírus em Porto Alegre, o uso da máscara volta a ser recomendado para algumas situações

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Porto Alegre emitiu nota informativa à rede de serviços e profissionais do setor, recomendando a volta do uso da máscara em determinadas situações. Trata-se de medida preventiva contra eventual entrada de nova variante do coronavírus, conhecida como “Éris” e que ainda não tem casos registrados no Rio Grande do Sul.

Disponível por meio de link no site prefeitura.poa.br, o documento tem como público-alvo médicos, enfermeiros, cuidadores e outras categorias que prestam assistência direta a pacientes. A lista inclui cuidadores de idosos e de indivíduos com comorbidades.

Também abrange quem recebeu diagnóstico recente de contágio por coronavírus ou apresenta sintomas gripais, bem como pessoas com risco de complicações por doença respiratória (idade a partir de 60 anos, gestação, baixa imunidade etc.).

Preconiza, ainda, o uso de máscara em locais com surto de síndrome gripal, quando duas ou mais pessoas com vínculo de trabalho, estudo ou convivência apresentando sintomas de forma simultânea. Nesse caso, o ideal é que todas atentam à recomendação, mesmo se não estiverem com sintomas.

A Equipe de Vigilância de Doenças Transmissíveis da SMS aproveita para chamar a atenção sobre a importância do esquema vacinal completo contra covid (incluindo a dose de reforço) para toda a população a partir dos 6 meses de idade, de acordo com o esquema preconizado para cada faixa etária ou condição de saúde.

Monitoramento

A nota informativa foi emitida em função da mudança que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou em relação à “Éris”, também conhecida como “EG.5″e que, na verdade, é uma subvariante da cepa “Ômicron”, de circulação mundial e que chegou ao Rio Grande do Sul em dezembro de 2021.

Com alta capacidade de transmissão (embora não ofereça necessariamente maior chance de letalidade) no comparativo com outras mutações do vírus, o novo tipo recebeu inicialmente a classificação de “variante de monitoramento”. Agora, a OMS já o classifica como “variante de interesse”.

– Variante de preocupação: trata-se de uma cepa para a qual já há evidências claras indicando aumento da
transmissibilidade, doença mais grave (por exemplo, aumento de internações ou óbitos), redução significativa da capacidade de neutralização por anticorpos gerados durante infecção anterior ou vacinação, redução da eficácia de tratamentos ou vacinas ou falhas de detecção de diagnóstico.

– Variante de interesse: é quando a mutação do vírus apresenta marcadores genéticos específicos que tenham sido associados a alterações na capacidade de ligação do receptor, redução da neutralização dos anticorpos gerados após infecção prévia ou vacinação, redução da eficácia de tratamentos, impacto potencial na performance dos testes diagnósticos ou expectativa de aumento na transmissibilidade ou na gravidade da doença. As evidências, porém, são preliminares ou ainda associadas a incertezas, impossibilitando interpretação definitiva dos dados.

(Marcello Campos)

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