Segunda-feira, 22 de abril de 2024

Michelle diz que Bolsonaro não deve voltar ao Brasil agora e que salário de R$ 33 mil que terá no PL “não é tanto assim”

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, não deve voltar ao Brasil por agora. O ex-mandatário está nos Estados Unidos desde o fim de dezembro do ano passado. Ele deixou o País ainda no cargo e, desde então, não confirmou data para o retorno. Michelle alegou que seu companheiro precisa descansar mais.

As declarações de Michelle foram dadas durante um passeio com a filha Laura, de 12 anos, em um shopping de Brasília, na quinta-feira (16). Questionada pelo jornal Correio Braziliense sobre a volta do marido ao Brasil, a ex-primeira-dama não fugiu da pergunta e contou que ele ainda pretende ficar mais tempo no exterior.

“Acho que ele precisa descansar mais, continuar por lá. Estou com ele há 15 anos e nunca o vi descansar”, disse. Michelle também respondeu a respeito do salário de R$ 33 mil que vai receber como dirigente partidária encarregada de presidir o PL Mulher.

“Não é tanto assim. Não é o valor líquido. E, se vou ter de viajar o País todo, preciso ter condições”, respondeu.

A ex-primeira-dama também negou que tenha pretensões política ou que deseja ser a sucessora do marido em disputas eleitorais, caso Bolsonaro se torne inelegível.

“Não tenho pretensão alguma. Falam muita coisa, mas nem sempre é assim. E eu já esclareci isso”, disse Michelle, acrescentando que a explicação dela foi dada no Instagram.

Michelle está no Brasil desde 27 de janeiro deste ano. Antes, ela estava nos Estados Unidos com Bolsonaro. A ex-primeira-dama voltou ao Brasil sem o marido, que segue com sua estadia em Orlando (EUA), embora o visto oficial para permanência no país tenha vencido. O ex-presidente entrou com um pedido de visto de turista após o que ele usava, diplomático, ter expirado.

Investigação

O Ministério Público do Trabalho (MPT) no Distrito Federal abriu, nesta semana, apuração sobre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o pastor Francisco de Assis Castelo Branco, que administrava o Palácio da Alvorada no governo Bolsonaro.

Agora, o MPT pode colher mais informações sobre esses episódios, além de ouvir testemunhas, vítimas e acusados. Segundo a reportagem, Michelle destratava os servidores da Presidência escalados para auxiliá-la. O pastor Castelo Branco, uma espécie de “síndico” do Palácio da Alvorada, assediava os funcionários e fazia ameaças frequentes de demissão ao grupo.

O bolsonarista também intimidava servidores ao afirmar que suspenderia o lanche de quem questionasse suas ordens. Homem de confiança da família Bolsonaro, o pastor dizia que agia a mando da então primeira-dama.

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