Domingo, 25 de fevereiro de 2024

Ministério da Saúde estuda incluir nova vacina contra a dengue no calendário do SUS

O Ministério da Saúde estuda incluir a nova vacina contra a dengue no calendário de vacinação do SUS. O imunizante foi aprovado pela Anvisa nessa semana.

A nova vacina é a primeira no Brasil para quem nunca pegou a dengue e também para quem já teve, como a escritora Gisele Gama e a cantora Dhi Ribeiro. Elas pegaram dengue juntas, em março do ano passado e agora estão contando os dias para tomar a vacina.

“Muita dor de cabeça, dor no fundo dos olhos, dor nas juntas, febre altíssima, vontade de ficar deitada. Muito incapacitante”, conta Gisele.

“Meu bem, a primeira pessoa que vai querer vacinar sou eu. Vacina é sempre importante”, afirma Dhi.

O imunizante será para crianças a partir de 4 anos até adultos com 60; duas doses com um intervalo de três meses. O medicamento protege contra os quatro sorotipos do vírus da doença, conferindo uma proteção ampla.

A vacina Qdenga foi desenvolvida pelo laboratório japonês Takeda, e, segundo o fabricante, a eficácia geral nos ensaios clínicos foi de 80,2%, 12 meses depois da vacina. E ela também reduziu as hospitalizações em 90%. Em dezembro do ano passado, foi aprovada pela agência sanitária da União Europeia.

Até agora, a única vacina contra a Dengue no Brasil era para quem já teve a doença, usada para tentar prevenir uma segunda infecção, que pode ser mais agressiva, e não está disponível nos postos de saúde. Especialistas comemoram a chegada de mais uma vacina.

“Vacina não é para só reduzir o número de pessoas que morrem. Vacina é para reduzir o impacto das doenças naquela determinada comunidade. O entendimento do processo de doença e de proteção fez com que a gente chegasse agora em um produto que, praticamente, elimina esse cenário e adiciona nesse arsenal uma segurança muito maior, com uma efetividade, inclusive, muito maior”, explica o infectologista Jamal Suleiman, do Instituto Emilio Ribas.

O Ministério da Saúde afirmou que a inclusão da vacina no Programa Nacional de Imunizações é prioridade, mas que depende da comissão que aprova a distribuição de medicamentos e vacinas pelo Sistema Único de Saúde. As clínicas particulares esperam ter a vacina no segundo semestre.

Mesmo assim, especialistas insistem que não dá para descuidar. Do dia 1º de janeiro a 18 de fevereiro deste ano, foram registrados 158 mil casos prováveis de dengue. No ano passado, no mesmo período, foram 108 mil.

“A gente tem que continuar tomando cuidado com aqueles espaços onde você tem o vetor dessa doença, que é o mosquito”, diz Jamal.

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