Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 17 de setembro de 2026
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça publicou uma nota, nesta quinta-feira (17), rebatendo as declarações do colega Gilmar Mendes, decano da Corte, sobre a decisão de levantar o sigilo de processos no caso Master, sob relatoria de Mendonça, e de supostos vazamentos de informações no processo envolvendo o extinto banco de Daniel Vorcaro.
Sem citar Gilmar, Mendonça disse que “jamais transformou o plenário num palanque ou picadeiro, vociferando aos berros, para tentar mascarar com truculência ilações vazias e que carecem de qualquer fundamento jurídico minimamente aceitável”.
Mais cedo, o decano fez uma publicação nas redes sociais na qual defendeu o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e afirmou que o relator do caso, Mendonça, teria fins “político-eleitorais” com a divulgação de informações que citam Gonet. Ele também chamou o colega de “pixuleco eleitoral”.
Gilmar comparou a atuação de Mendonça à de Deltan Dallagnol e Sérgio Moro na época da Operação Lava-Jato. O decano afirmou que, neste caso, “o levantamento [do sigilo] apareceu às vésperas do 7 de Setembro, para inflar as ruas, arrancar dividendos políticos, sujar reputações e intimidar quem se opõe a esse método”.
As manifestações desta quinta representam mais um episódio dos embates entre ministros da Corte envolvendo a condução do caso Master. Durante o julgamento sobre o relatório da PF (Polícia Federal) que citou Alexandre de Moraes, na terça-feira (15), Mendonça e Gilmar protagonizaram diversos confrontos.