Sábado, 25 de abril de 2026

Ministro do Supremo Cristiano Zanin decide que o presidente do Tribunal de Justiça segue como governador do Rio

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nessa sexta-feira (24) que o cargo de governador do Rio de Janeiro deve seguir com Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Estado.

Couto exerce o posto interinamente desde a renúncia do então governador Cláudio Castro (PL). Além disso, havia dupla vacância nos cargos de vice-governador e na presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

A decisão se deu a partir de pedido ao ministro feito pelo PSD, partido do ex-prefeito do Rio Eduardo Paes, pré-candidato a governador nas eleições de outubro. Na ação, o PSD pedia que Zanin confirmasse decisão liminar do ministro, de março.

A ação do PSD chegou ao Supremo após pedido feito, também ao STF, pelo recém-eleito presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL). Ruas pede que a Corte transfira para ele o cargo de governador. O pano de fundo da batalha jurídica é a disputa entre Douglas Ruas e Eduardo Paes, ambos pré-candidatos a governador nas eleições de outubro.

A lógica do pedido de Ruas ao STF é de que a linha sucessória no Estado seria: na ausência do governador eleito, assume o presidente da Alerj e, na falta do presidente da Alerj, assume o presidente do TJ-RJ.

Porém, quando o posto do então governador Cláudio Castro ficou vago, o de presidente da Alerj também estava vago. Por isso, o cargo foi para o presidente do TJ. O pedido de Ruas ainda não foi analisado pelo STF.

Na decisão dessa sexta sobre a ação do PSD, Zanin diz que a eleição de Douglas Ruas para a presidência da Alerj poderá apenas produzir efeitos na Casa Legislativa, mas não altera a decisão do plenário do Supremo.

O ministro afirma que não precisaria proferir nova decisão além da de março, pois a permanência de Couto no governo do Rio de Janeiro já foi determinada pelo plenário do STF e permanece válida.

Douglas Ruas foi eleito presidente da Alerj em 17 de abril. Na quinta-feira (23), a Mesa Diretora da Assembleia entrou com ação no Supremo pedindo que o cargo de governador fosse transferido de Ricardo Couto para Douglas Ruas.

Crise 

O Estado do Rio de Janeiro vive uma crise institucional após a cassação do mandato do então presidente da Alerj Rodrigo Bacellar e a saída do ex-governador Cláudio Castro, que renunciou às vésperas de ser cassado e ficou inelegível por 8 anos.

Após a renúncia de Castro, o presidente da Alerj deveria ser o próximo a assumir o governo porque o RJ já estava sem vice-governador desde maio de 2025. Thiago Pampolha deixou o cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ).

Com a dupla vacância no Executivo, o STF passou a analisar como deve ser feita a escolha do novo governador – se por eleição direta ou indireta – e determinou, em decisão liminar, que o comando do estado ficasse provisoriamente com o presidente do Tribunal de Justiça.

A decisão final sobre o formato da eleição (direta x indireta) foi interrompida após um pedido de vista (mais tempo para análise) do ministro Flávio Dino. O placar estava em 4 a 1 por eleições indiretas. (Com informações da colunista Andréia Sadi, do portal de notícias g1)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Romeu Zema diz que o ministro do Supremo Gilmar Mendes compara homossexual com ladrão
Ministro do Supremo Cristiano Zanin manda soltar operador de esquema de venda de sentenças no STJ por causa de demora na acusação
Pode te interessar
Baixe o app da TV Pampa App Store Google Play