Domingo, 14 de junho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 14 de junho de 2026
O Partido Liberal (PL) pretende oficializar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República em convenção nacional no dia 25 de julho, em São Paulo. Pesou na decisão a força do palanque paulista.
Flávio terá ao seu lado o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que disputa a reeleição; o atual presidente da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), André do Prado (PL), e o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP). Os dois parlamentares concorrerão ao Senado nas eleições deste ano.
Integrantes do partido e pessoas próximas da campanha avaliam que esse é um dos palanques estaduais mais fortes formados pela sigla do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A escolha por São Paulo marca um divisor na relação do clã Bolsonaro com o Rio de Janeiro. A cidade foi palco das duas convenções que lançaram Jair Bolsonaro à Presidência – em 2018 pelo então PSL e, em 2022, pelo PL.
O palanque de Flávio no Rio, reduto eleitoral dele e do pai, atravessa um momento difícil. O candidato a governador, o deputado estadual Douglas Ruas (PL), presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), ainda é desconhecido do eleitorado.
Além disso, o ex-governador Cláudio Castro (PL) desistiu de concorrer ao Senado após ter sido alvo de duas operações da Polícia Federal em um intervalo de 15 dias – uma delas relacionada ao escândalo do Banco Master. Hoje, os dois favoritos para a vaga do partido ao Senado são o deputado federal Carlos Jordy e o senador Carlos Portinho.
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) definiu que as convenções partidárias devem ser realizadas neste ano entre os dias 20 de julho e 5 de agosto.
Pesquisas
Enquanto isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem ampliado sua vantagem sobre Flávio. Segundo a nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada na semana passado, Lula chega à metade de junho em sua posição mais confortável desde o início da pré-campanha presidencial de 2026.
No principal cenário de segundo turno, Lula aparece com 44% das intenções de voto, contra 38% de Flávio, o que configura um avanço de dois pontos percentuais para o petista, ao passo que o senador recuou três. Foi o primeiro grande levantamento nacional após dois episódios influenciarem o debate público nas últimas semanas: o escândalo envolvendo áudio enviado por Flávio a Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Master, e a crise diplomática após a ameaça de novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. (Com informações da revista Veja, CNN Brasil e Folha de S. Paulo)