Segunda-feira, 25 de maio de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 24 de maio de 2026
Ao menos três ministros do Supremo Tribunal Federal avaliaram, sob reserva, que são baixas as chances de o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) barrar o filme “Dark Horse”, que fala da trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Uma ação protocolada pelo PT e pelo grupo Prerrogativas na Corte Eleitoral pede que o lançamento não ocorra até as eleições de outubro. Na avaliação de ministros do STF, que salientaram não ter detalhes além do trailer divulgado, o filme não parece conter propaganda eleitoral e nem teria potencial de favorecer a ainda pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro.
Um ministro que não compõe mais o TSE destacou ainda que vê as chances ainda menores por conta da atual composição da corte, com a presidência de Kassio Nunes Marques e o vice André Mendonça, ambos indicados por Bolsonaro ao Supremo.
Apesar disso, esse mesmo colega fez elogios à atuação de Mendonça no caso Master e afirmou que ele tem cada vez mais demonstrado sua isenção.
Os magistrados fizeram apenas uma ressalva, o fato de não conhecerem todo o roteiro do filme. Segundo um desses ministros, se houver alguma acusação mesmo que velada ao presidente Lula – com potencial de disseminar mentiras –, o TSE pode ter que agir. Caso contrário, a avaliação é que faltam instrumentos para a ação do PT prosperar.
“A presente representação eleitoral busca impedir que o filme ‘Dark Horse’, cinebiografia política de Jair Bolsonaro, seja utilizado come instrumento de propaganda eleitoral dissimulada, campanha paralela, abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação social, caixa 2 eleitoral, doação empresarial indireta e lavagem de dinheiro em benefício do campo político nas eleições presidenciais de 2026”, diz a representação protocolada no TSE.
A ação protocolada pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG) e o grupo Prerrogativas destaca ainda que Flávio negociou financiamento de R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro. Como revelou o Intercept Brasil em 13 de maio, o dono do extinto Banco Master chegou a pagar pelo menos R$ 61 milhões, entre fevereiro e maio de 2025, para viabilizar a produção audiovisual.
O ofício também aciona outras autoridades, como a PGR (Procuradoria-Geral da República), a PF (Polícia Federal) e o Ministério da Justiça, “para apuração de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, ocultação de beneficiário final, fraude cambial, falsidade documental, crimes contra o sistema financeiro nacional, organização criminosa e demais ilícitos conexos”. (As informações são da CNN Brasil e Portal UOL)