Quarta-feira, 02 de setembro de 2026

Ministros querem Moraes desistindo de presidência

A quebra de sigilo da investigação da Polícia Federal, nesta terça (1º), que revelou com riqueza de detalhes a constrangedora relação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com Alexandre de Moraes, provocou uma crise sem precedentes no Supremo Tribunal Federal (STF). Ministros agora discutem maneiras de convencer Moraes a desistir da presidência da Casa, com posse para daqui a um ano, como forma de preservar a instituição e evitar que outros colegas sejam arrastados para a crise.

Falam até em renúncia

Ao menos um ministro, que se queixa das “descortesias” do colega, acha que Moraes deveria renunciar, poupando o STF e encerrando a crise.

Pode ser só o começo

O temor dos ministros é que pode vir mais: o relatório de 247 páginas da PF se baseia na quebra de sigilo de um dos 8 celulares de Vorcaro.

Amor com amor se paga

Indignada, a oposição quer impeachment, ação por tráfico de influência, corrupção etc. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu sua prisão.

Vão-se os anéis, ficam…

Para colegas, Alexandre de Moraes teria chance efetiva de “lutar para a preservação do cargo” se ele desistisse da presidência.

Delação premiada de Vorcaro fica mais distante

A coluna ouviu de agentes envolvidos na investigação que envolve Daniel Vorcaro que uma eventual delação premiada do ex-banqueiro está cada vez mais distante. O inquérito, com sigilo levantado por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, revelou a robustez da investigação. As mesmas fontes contam que boa parte do que registra as 218 páginas, com detalhes da suposta mutreta, não apareceu em nenhuma das minutas apresentadas à Polícia Federal.

Limpou a barra

Setores da PF celebraram o impacto do relatório produzido pela instituição, que andou às turras com o relator André Mendonça.

Trabalho técnico

Na PF, é lembrado que foi a corporação que primeiro rejeitou as investidas de Vorcaro para fechar a delação, considerada capenga.

Em família

Investigação da Polícia Federal ligou Paulo Gonet ao banqueiro. Mensagens mostram que o filho do PGR viajou às custas do Master.

Sem intocáveis

A bomba envolvendo Alexandre de Moraes (STF) mexeu com a oposição, que pressiona pelo impeachment do ministro, “Ninguém pode estar acima da lei”, cobra o deputado Rodrigo Valadares (PL-SE).

Mais frequentes

O ex-deputado Fabio Faria é um dos mais citados no documento de 218 páginas de análise da Polícia Federal sobre o celular de Daniel Vorcaro. Foi citado no relatório 39 vezes. “Alexandre de Moraes” aparece 36 vezes, sem incluir reproduções de mensagens e apelidos como “Alex”.

Só formalidade

O procurador-geral da República Paulo Gonet teria que se manifestar sobre eventual investigação contra o ministro Alexandre de Moraes (STF), mas seria apenas protocolo. Quem define mesmo é o Supremo.

Mais uma

Filho de faxineiro, o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) disse se encher e orgulho da história do pai. Foi uma resposta a Lula que, em discurso, disse que “não é uma profissão que dá orgulho”.

IPED é nosso

É brasileira a ferramenta que permitiu a Polícia Federal a reconstruir o passo a passo das mensagens de Daniel Vorcaro. O IPED foi desenvolvido pelo perito criminal federal Luís Filipe Nassif, em 2012.

Missão é arrecadar

A oposição no Congresso já tem certeza de que o governo Lula (PT) quer deixar caducar a medida provisória das taxas das blusinhas. Assim a taxa volta em definitivo, sem qualquer nova lei ou atuação dos lulistas.

PG, o PGR

O relatório da Polícia Federal sobre as mensagens no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro cita nove vezes “Paulo Gonet”, o Procurador-Geral da República. O apelido “PG” aparece outras seis vezes.

Vai ou racha

Carlos Viana (PSD-MG) não vê mais condição de Davi Alcolumbre (União-AP) ignorar os pedidos de impeachment de Alexandre de Moraes (STF). Diz o senador que ou o presidente do Senado anda com o processo ou vai pedir afastamento de Alcolumbre do cargo.

Pensando bem…

…tem print que é pior do que delação.

PODER SEM PUDOR

No lugar errado

Senador do MDB catarinense, Evilásio Vieira resolveu fazer solitário comício numa pequena cidade de colonização alemã, onde não conhecia ninguém. Após o seu discurso, de crítica à ditadura, o velho pároco local pediu a palavra. Ele adorou. Mas o padre não estava ali para apoiar sua ladainha: “Tudo isso serr mentirra. Goverrno fazerrr Mobrral, Trransamazónico, oposiçon non fazerr nada. Só falarr. Todos deverr irr dorrmirr”. A pequena multidão, obediente, foi embora. Evilásio também…

(Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos – Instagram: @diariodopoder)

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