Segunda-feira, 22 de abril de 2024

Na estrada com os pets: o que considerar na hora de viajar com eles

Viajar com o pet pode trazer à tona diferentes dúvidas sobre o transporte, os cuidados necessários ou, até mesmo, quando escolher um profissional para cuidá-lo nesse período fora de casa. Além de estar em dia com as consultas veterinárias, o que mais o tutor deve estar atento na hora de tomar essa decisão? Para auxiliar a encontrar as respostas para essas questões, a professora de Medicina Veterinária da UniRitter, Mariana Teixeira traz dicas do que levar em consideração antes de pegar a estrada.

Buscar orientações com o médico veterinário do bichinho é o primeiro passo no planejamento para levá-lo em viagens. Conforme a docente, garantir um atestado de saúde para o pet traz mais segurança e pode evitar problemas futuros. A professora ainda comenta que sob nenhuma hipótese deve-se medicar o animal por conta própria.

“Conhecer o histórico do animal em viagens é fundamental para realizar um passeio com segurança”, explica Mariana. Segundo ela, é importante entender se o pet está acostumado a fazer viagens, sobretudo de longas distâncias. Para os deslocamentos de carro, uma opção é realizar trajetos menores com o pet dias antes da saída para prepará-lo.

Além de entender como o bicho de estimação se comporta nesse tipo de situação, Mariana afirma que é necessário planejar de que forma ele será transportado: “Tanto nas caixas de transporte, quanto com o uso de guias ou peiteiras adaptadas ao cinto de segurança, é essencial que se tenha um bom espaço dentro do veículo a fim de realizar uma viagem segura para pets e passageiros”. Ainda, controlar a temperatura interna do veículo e evitar que o animal consiga acessar as janelas também são medidas a serem tomadas.

Cuidados para os cachorros

Alguns cuidados são necessários para fazer com que o passeio seja tranquilo e sem sustos. Mariana explica que oferecer comida logo antes da viagem não é aconselhável, uma vez que pode gerar enjoos ou causar mal-estar.

“Passear e brincar com o cão horas antes de iniciar o trajeto para cansá-lo é uma estratégia que pode proporcionar maior conforto a todos durante o caminho, pois aumenta a probabilidade dele dormir”, orienta. Além disso, é importante realizar paradas a cada duas horas para que o animal possa caminhar e realizar suas necessidades fisiológicas. Para raças de cães braquiocefálicas, como o bulldog ou o pug, o cuidado é redobrado, principalmente no controle da temperatura do ambiente interno do veículo.

Cuidados para os gatos

“Os gatos são animais que, geralmente, sentem muito a mudança de ambiente”, relata Mariana. A professora aconselha que no caso de viagens mais curtas é preferível considerar manter o animal em casa sob os cuidados de um petsitter de confiança. “Um profissional atento que possa olhar o pet uma vez por dia traz segurança para o animal e para os seus tutores.”

Além disso, a docente reforça a necessidade de conferir se o gato está realizando suas necessidades normalmente, bem como repor a água e os alimentos quando necessário. No caso de o tutor optar por levar o gato, é preciso estar atento se o espaço no qual o pet vai permanecer é adaptado para a situação, com o uso de telas de proteção, e possui atrativos para ele brincar, como arranhadores ou nichos aéreos.

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