Segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

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Na filiação de Jair Bolsonaro ao PL: “Perdão à traição, mas não aos traidores”.

O presidente Jair Bolsonaro garantiu ontem que seu “casamento” com o PL é para valer. O presidente escolheu o Dia do Evangélico, comemorado no Distrito Federal no dia 30 de novembro, para o ato de filiação. Ele mencionou partidos como o PP e Republicanos, com os quais manteve intenso diálogo nos últimos meses, até decidir-se pelo PL. Mas sinalizou que estes e outros partidos estarão juntos na caminhada eleitoral de 2022. Mais incisivo, o senador Flavio Bolsonaro, que também filiou-se ao PL durante a solenidade realizada em Brasília, mandou um recado aos antigos aliados que abandonaram Jair Bolsonaro: “perdoamos a traição, mas não perdoaremos os traidores”.

Compromisso com a liberdade

Jair Bolsonaro, ao final do seu pronunciamento, mandou um recado à imprensa: “Eu nunca processei nenhum jornalista, continuarei defendendo a liberdade e jamais proporei qualquer medida restringindo ou regulando os meios de comunicação”.

Lula, o ex-presidiário é campeão de processos contra jornalistas

Queridinho do consórcio da mídia de esquerda, o ex-presidiário Lula, além de anunciar que não desistiu de censurar a imprensa, por meio de uma gambiarra jurídica chamada de “regulação dos meios de comunicação”, acumula dezenas de processos contra jornalistas. Recordando alguns casos:

Em 2014, a pedido do ex-presidiário Lula, então presidente, o governo brasileiro determinou o cancelamento do visto temporário do jornalista norte-americano William Larry Rohter Junior, correspondente no Rio de Janeiro do jornal The New York Times. O repórter publicara no NYT que “Lula bebe e que a bebida o atrapalha a governar e é responsável por seus equívocos.”

Até 2016, o ex-presidiário Luiz já acumulava 15 ações cíveis e criminais contra jornalistas e personalidades por declarações consideradas injuriosas ou ofensivas, informou a colunista Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo.
A jornalista Joice Hasselman foi absolvida no processo movido pelo ex-presidiário, que a acusou dos crimes de calúnia, injúria e difamação em razão de comentários feitos em seu blog em 2017.

O ex-presidiário perdeu ação de dano morais contra 3 ex-jornalistas da Revista Época por reportagem publicada em 2015 e foi obrigado a pagar R$ 31.940,14 em honorários ao advogado dos profissionais.

Conversas de bastidores

As presenças do ministro Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, e do presidente da Câmara Arthur Lira, foi um, sinal claro de que continuam aliados de Bolsonaro. O próprio presidente lembrou que “o PP foi o meu primeiro partido”. As especulações ontem nos bastidores do evento, indicavam a possibilidade de Ciro Nogueira emplacar a vice de Bolsonaro e Lyra ter apoio do presidente para um novo mandato como presidente da Câmara na nova legislatura, em 2023.

Pauta conservadora e apoio irrestrito

O que pesou na decisão final de Jair Bolsoanro foi o fato do PL ter assumido a maioria dos compromissos exigidos pelo presidente, em especial com uma pauta conservadora. O Progressistas, que esteve bem próximo de um acordo, esbarrou neste, e em outro ponto: há um racha em assumir o apoio ostensivo e público a Jair Bolsonaro em vários Estados, inclusive no Rio Grande do Sul.

A sabatina de André Mendonça

A sabatina de André Mendonça na Comissão de Constituição e Justiça será nesta quarta-feira (1º), a partir das 9h. O presidente do colegiado, o enrolado Davi Alcolumbre (DEM-AP), após protelar o processo, foi atropelado pelos membros da Comissão, e escolheu a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) como relatora da indicação do ex-ministro da Justiça e ex-advogado-geral da União para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.

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