Quinta-feira, 25 de abril de 2024

Navios de ONGs entram em águas italianas, mas não podem atracar

Dois navios com centenas de migrantes forçados a bordo receberam autorização para entrar em águas territoriais da Itália, mas não podem atracar para desembarcar os deslocados internacionais.

O navio Humanity 1, da ONG alemã SOS Humanity, leva 179 pessoas, enquanto o Geo Barents, operado por Médicos Sem Fronteiras (MSF), transporta 572 migrantes, todos eles resgatados em operações de busca e socorro no Mar Mediterrâneo Central, rota migratória mais mortal do mundo.

Esses dois navios poderão agora receber assistência humanitária, embora não tenham autorização do novo governo italiano, liderado pela premiê de extrema direita Giorgia Meloni, para atracar e desembarcar os deslocados.

Outras duas embarcações humanitárias também aguardam a designação de um porto seguro, mas navegam em águas internacionais no Mediterrâneo: a Ocean Viking, da SOS Méditerranée, com 234 pessoas a bordo, e a Rise Abobe, da Mission Lifeline, com 90.

A Itália chegou a cobrar que a Alemanha, país de registro dos navios Humanity 1 e Rise Abobe, e a Noruega, nação de bandeira do Geo Barents e do Ocean Viking, acolhessem os migrantes, mas apenas Berlim se mostrou disponível.

Normas internacionais de navegação determinam que pessoas resgatadas em alto mar sejam obrigatoriamente levadas ao porto seguro mais próximo.

De acordo com o Ministério do Interior, 87,4 mil migrantes forçados já desembarcaram nos portos italianos em 2022, crescimento de 61% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os principais países de origem são Egito (17,7 mil), Tunísia (16,9 mil), Bangladesh (12,3 mil), Síria (6,4 mil) e Afeganistão (6,1 mil).

No entanto, a maior parte desses deslocados segue viagem rumo ao norte da União Europeia, para nações como a Alemanha, que registra 114 mil pedidos de refúgio em 2022, contra 37 mil da Itália.

Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), quase 1,3 mil pessoas já morreram ou desapareceram tentando concluir a travessia do Mediterrâneo Central em 2022, média de mais de quatro fatalidades por dia.

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