Segunda-feira, 15 de junho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 15 de junho de 2026
Os preços do petróleo fecharam em queda nessa segunda-feira (15), em dia de avanço na decisão sobre o fim do conflito entre os Estados Unidos e o Irã, após autoridades de ambos os países afirmaram terem chegado a um acordo preliminar que pode reabrir o Estreito de Ormuz – importante zona para a exportação de petróleo mundial.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para julho fechou em queda de 4,86% (US$ 4,13), a US$ 80,75 o barril.
O petróleo Brent para agosto, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em queda de 4,76% (US$ 4,16), a US$ 83,17 o barril.
A commodity começou a semana em forte queda após o presidente americano Donald Trump afirmar em sua rede social própria, a Truth Social, que “o acordo com a República Islâmica do Irã está agora concluído”.
Trump disse ainda que o Estreito de Ormuz seria reaberto na sexta-feira (19) e que havia ordenado o fim do bloqueio dos EUA aos portos iranianos. “Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir!”, escreveu o presidente.
A publicação de Donald Trump foi feita pouco após o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif – cujo país atuou como mediador –, anunciar que um acordo havia sido fechado.
Em uma postagem no X, o Sharif disse que o pacto previa “o fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano (ponto de discórdia nas negociações)”.
Pelo lado iraniano, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Esmail Baghaei, afirmou que os detalhes dos aspectos diplomáticos do acordo com os EUA serão divulgados em breve, assim que forem finalizados, e que um plano de viagens para alguns países da região e vizinhos está na agenda antes da cerimônia oficial de assinatura do pacto em Genebra.
O acordo final autorizaria a remoção das sanções dos EUA ao Irã e a liberação de mais US$ 12 bilhões adicionais em ativos congelados, enquanto Teerã se comprometeria a não buscar uma arma nuclear. O presidente Donald Trump disse ao New York Times que o Irã poderia enriquecer urânio a um nível que serviria apenas “para fins não militares”.
O destino do programa nuclear do Irã, outra questão espinhosa, também será abordado nessas negociações posteriores, informaram fontes anteriormente à Reuters. (Com informações da Reuters e de O Estado de S. Paulo)