Domingo, 25 de fevereiro de 2024

O cenário externo, China e Estados Unidos, e a trégua na inflação nacional em maio fizeram o mercado viver um dia de euforia nessa sexta-feira

O cenário externo, China e Estados Unidos, e a trégua na inflação nacional em maio fizeram o mercado viver um dia de euforia nessa sexta-feira (9), reforçando a expectativa de que o Banco Central (BC) dê início a um ciclo de redução da taxa básica de juros. Dólar e juros futuros caíram, e a Bolsa fechou em alta de 1,33%, aos 117.019,48 pontos.

A reação positiva é uma combinação de otimismo com o possível corte de juros no Brasil, a esperada pausa do aperto do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) e a expectativa com estímulos econômicos na China.

Lá fora, a projeção da maioria dos analistas é que o Fed mantenha a taxa de juros dos EUA inalterada na reunião da próxima semana. No Brasil, a última divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), feita na véspera do feriado de Corpus Christi, levantou os ânimos ontem. De um avanço de 0,61% em abril, o IPCA passou para uma alta de 0,23% no mês passado, o menor resultado desde antes das eleições de 2022.

O Ibovespa operou, desde os primeiros minutos do pregão de ontem, em território de “bull market” (mercado de alta). O “bull market” acontece quando um determinado índice ou preço de ativo ultrapassa a valorização de 20% em relação ao seu mais recente piso. No caso do Ibovespa, o piso foi os 96.996,84 pontos em 23 de março – dia seguinte à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em que o Banco Central endureceu o tom em relação à desancoragem das expectativas e foi alvo de críticas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Na cena externa, havia dúvidas quanto à capacidade de solvência de bancos médios americanos, na esteira das crises do Silicon Valley Bank e do First Republic Bank.

A situação desenhada no momento é um tanto diferente. Naquela ocasião, a tensão entre o BC e o governo fez o mercado reduzir a aposta em cortes mais robustos de juros (com Selic na curva em 12,50% no encerramento de 2023). Agora, a curva projeta algo mais próximo de 12% diante da desinflação mais forte e melhora de humor dos agentes, depois da aprovação do arcabouço fiscal na Câmara. Nos departamentos econômicos, há casas que veem chance de uma taxa em 11,75% este ano – e até abaixo dos dois dígitos em 2024, embora não seja o consenso.

Dólar

A moeda americana caiu ao longo do dia e fechou a R$ 4,84, uma queda de 0,97%. Para o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo, o piso psicológico em torno de R$ 4,90 é forte, mas pode ser rompido se aparecer fluxo de estrangeiros para a Bolsa novamente. As taxas dos contratos de depósitos interfinanceiros (DIs) tiveram queda desde a abertura.

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