Terça-feira, 20 de janeiro de 2026

O escândalo do Banco Master avança a passos largos para provocar uma crise sem precedentes entre instituições no País

O escândalo do Banco Master avança a passos largos para provocar uma crise sem precedentes entre instituições no País. Uma tribulação que põe em choque ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com a Polícia Federal (PF), o Banco Central, o Conselho de Atividades Financeiras (Coaf) e a Receita Federal. Além disso, o Tribunal de Contas da União (TCU) contribui para piorar o cenário.

Decisões recentes de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes causam desconforto entre os pares e perplexidade no meio jurídico. Isso porque podem abrir brechas para a defesa de Daniel Vorcaro pedir anulações futuramente e, em outra frente, para eventuais retaliações contra quem revelou negócios de familiares de Toffoli e Moraes que envolvem contratos com o Master.

Desde que assumiu a relatoria do caso do banco de Vorcaro no Supremo, Toffoli adotou medidas tão heterodoxas que teve de recuar três vezes. Primeiro ao marcar uma acareação, sem nem ter tomado depoimentos, e incluir um diretor de fiscalização do BC, que não é investigado.

Depois, no gesto mais recente, o ministro determinou à PF que lacrasse e entregasse à Corte todos os itens apreendidos na nova fase da Operação Compliance Zero. Apesar de o Código de Processo Penal atribuir à PF a custódia e a perícia do material apreendido.

O magistrado ainda criticou a PF acusando a corporação de “inércia” por não ter cumprido a operação em um prazo de 24 horas. E depois ele também voltou atrás e admitiu à PF periciar o material. Diante de tantos atos controversos, Toffoli perdeu a credibilidade pública para continuar nessa relatoria. Não só pelas decisões e recuos, mas por comportamentos pessoais e de seus irmãos.

Dias antes de virar relator do caso, ele tinha viajado com o advogado do Master, em avião particular, para assistir ao jogo da Libertadores. E, na semana passada, a imprensa descobriu que empresas ligadas a seus irmãos tiveram como sócio um fundo de investimentos conectado aos negócios do Master.

Eis que Moraes entrou em cena para lidar com revelações incômodas a sua maneira. Uma delas foi a divulgação de que sua esposa, a advogada Viviane Barci, tinha um contrato milionário com o Master. Com o poder da caneta suprema, Alexandre de Moraes abriu, de ofício, um inquérito contra o COAF e a Receita. O gesto causa incômodo entre servidores de carreira que reclamam da pressão contra os órgãos de controle.

Ao invés de unirem esforços para apontar e punir os responsáveis pelas fraudes bilionárias no banco, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal de Contas da União (TCU) entraram em atrito com a Polícia Federal e o Banco Central. O desgaste foi provocado por decisões individuais dos ministros relatores Dias Toffoli, no STF, e Jhonatan de Jesus, do TCU, mas afetam as organizações coletivamente.

Isso porque, ao adotarem medidas que constrangem os investigadores, ignoram determinações regimentais e do Código de Processo Penal, eles abalam a credibilidade das instituições em sua totalidade. Consequentemente, pavimentam o caminho para a defesa de Daniel Vorcaro pedir anulações futuras.

As investidas mais recentes apontam na direção de uma força-tarefa para salvar Vorcaro. Seria normal se os questionamentos partissem da defesa do banqueiro, que tem uma tropa de choque com advogados dos maiores escritórios brasileiros.

Mas as ações que podem futuramente provocar a anulação de decisões estão sendo adotadas por Dias Toffoli, do STF, e Jhonatan de Jesus, do TCU. (Com informações do jornal O Estado de S. Paulo)

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