Sábado, 02 de março de 2024

O plano do Supremo para garantir a segurança dos seus ministros no 7 de Setembro

O Supremo Tribunal Federal (STF) trabalha com diferentes cenários de segurança para o 7 de setembro. No de maior gravidade deles, a previsão é de que todos os ministros da Corte escolham locais seguros fora de Brasília para passar o feriado.

Segundo um ministro do STF, há a previsão de as forças de segurança definirem rotas de evacuação para os ministros que ficarem em Brasília, em caso de ameaça. Coisa de cinema, com barcos, helicópteros e batedores a postos.

A Corte leva a sério as ameaças de radicais bolsonaristas contra os magistrados. Um deles, Ivan Rejane, segue investigado por ter defendido uma invasão ao tribunal e o uso de armas contra os ministros e seus familiares.

O partido Rede Sustentabilidade pediu que a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, determine às “autoridades envolvidas na organização do 7 de Setembro planos especiais de segurança”, o “efetivo necessário” e a “varredura das áreas e revistas pessoais” para garantir a segurança da população que vá à festa.

O pedido ocorreu após revelação de que órgãos de inteligência estão investigando uma suspeita de ataques ao Dia da Independência com viés golpista – e o intuito de criar um factoide político para mudar o curso da eleição de 2022 – envolvendo grupos radicais de direita. O ato criminoso seria realizado para ferir os próprios bolsonaristas, gerar pânico na sociedade e, em seguida, colocar a culpa na esquerda.

Menos críticas

Enquanto isso, a coordenação da campanha de reeleição age para que o presidente Jair Bolsonaro (PL) evite ataques pessoais a ministros do Supremo em discursos nas manifestações do 7 de Setembro. Conforme informações, o comitê já consentiu que o chefe do Executivo faça críticas ao sistema eleitoral brasileiro, mas fez ressalvas sobre menções diretas aos integrantes da Corte.

Os alvos do presidente são específicos: o ex-presidentes do TSE, Edson Fachin e Luís Roberto Barroso, e o futuro presidente da Corte Eleitoral, Alexandre de Moraes. Em uma de suas últimas declarações, Bolsonaro também citou Luiz Fux, presidente do Supremo.

A queixa principal do presidente é sobre as urnas eletrônicas. Ele afirma, sem provas, que as eleições de 2014 e 2018 foram fraudadas. O Tribunal Superior Eleitoral nega.

Para a equipe de campanha, as críticas ao sistema eleitoral já se tornaram uma bandeira bolsonarista. O grupo atua para que Bolsonaro encontre um meio-termo e faças críticas às urnas sem atacar ministros do STF. Querem que a passeata seja um comício e não um ato antidemocrático.

Atos nacionais

Como em 2021, o presidente convocou apoiadores para participar das manifestações no feriado da Independência. Fez o convite durante o lançamento de sua chapa com o general Braga Netto, em 24 de julho, no Rio de Janeiro, e reforçou em outros compromissos pelo Brasil. A realização dos atos será uma forma de o presidente mostrar força política.

No ano passado, Bolsonaro fez ataques diretos e duros contra o ministro Alexandre de Moraes nas manifestações de 7 de setembro. Ele participou de atos em Brasília e em São Paulo.

Para este ano, o governo organiza o tradicional desfile militar na capital e no Rio de Janeiro. No governo Bolsonaro, a parada militar só foi realizada em 2019. As duas últimas foram canceladas por causa da pandemia da covid.

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