Sábado, 13 de julho de 2024

O que se sabe sobre tragédia que matou 153 pessoas em Halloween na Coreia do Sul

Ao menos 153 pessoas morreram durante uma aglomeração em uma celebração de Halloween nas ruas de Seul, na Coreia do Sul, neste sábado (29/10), segundo as autoridades locais. O número de mortos aumentou cada vez mais ao longo das horas que sucederam a tragédia. As autoridades informaram que há mais de 80 pessoas feridas.

Ainda não está claro o que causou o incidente. Mas segundo as autoridades locais, a tragédia ocorreu em uma área elevada, de onde algumas pessoas caíram, causando um grande esmagamento. De acordo com as autoridades locais, entre os mortos há 20 estrangeiros.

O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, convocou uma reunião de emergência para discutir o caso.

Segundo Choi Seong-beom, chefe do corpo de bombeiros de Yongsan, em Seul, a maior parte das vítimas é de jovens de cerca de 20 anos. A polícia cercou o local do acidente, enquanto as equipes médicas levavam os feridos em ambulâncias.

Supostamente 100 mil foliões se reuniram no distrito de Itaewon para celebrar o primeiro evento de Halloween ao ar livre sem uso obrigatório de máscaras desde o início da pandemia.

A região é uma área de vida noturna popular na capital sul-coreana. Embora o Halloween não seja uma grande celebração na Coreia do Sul em geral, Itaewon tem uma atmosfera cultural internacional e é o local tradicional para essas festas.

Postagens nas redes sociais no início da noite mostravam algumas pessoas comentando que a área de Itaewon estava tão lotada que não aparentava ser segura.

O jornalista Hosu Lee, que visitou o local, disse que viu “muitos médicos, muitas ambulâncias, levando os corpos um a um”.

Lee disse que havia milhares entre a multidão e vários corpos cobertos por lençóis azuis, ao lado de uma “tonelada de policiais”.

“Muitos jovens se reuniram aqui esta noite. Muitas pessoas vieram à festa e ao clube, vestindo fantasias e muitas pessoas que eu vi estavam perturbadas e tristes – há cenas caóticas”, disse Lee.

Fotos e vídeos mostram vários socorristas e civis atendendo o que parecem ser pessoas inconscientes nas ruas. Em um vídeo, vários socorristas parecem estar realizando RCP em pessoas em uma rua estreita. Em outro, os socorristas tentam retirar as pessoas do que parece ser uma pilha de corpos após uma aglomeração.

Outro jornalista local disse que uma transmissão de emergência foi enviada para todos os telefones celulares do distrito de Yongsan, pedindo aos cidadãos que voltassem para casa o mais rápido possível devido a “um acidente de emergência perto do Hamilton Hotel em Itaewon”.

Raphael Rashid, frequentador da região, disse à BBC que ao chegar ao local, antes da tragédia, notou que havia mais pessoas do que ele já havia visto antes no bairro.

“Por volta das 10 da noite ficou claro que havia muita gente e algo já estava acontecendo naquele momento. Havia dezenas de milhares de pessoas, o maior número que eu já vi”, disse ele.

“Chegou ao ponto em que nos esmagaram na calçada, tivemos até que invadir a rua onde havia carros.”
“Naquele momento ouvimos muitos bombeiros, ambulâncias e policiais tentando passar pela multidão. Ninguém entendia direito o que estava acontecendo, mas já havia vários policiais pedindo desesperadamente que as pessoas deixassem a área o mais rápido possível.”

Luto nacional

O ministro do Interior, Lee Sang-min, disse que alguns dos mortos ainda não puderam ser identificados porque eram menores de 17 anos e não tinham carteira de identidade como os adultos.

Depois de realizar uma reunião de emergência, o presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol ordenou uma força-tarefa para ajudar as vítimas. Ele também solicitou o início da investigação sobre a causa do incidente.

“Meu coração está doendo e estou lutando para lidar com a dor”, disse Yoon ao declarar luto nacional.

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