Terça-feira, 18 de janeiro de 2022

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Os Estados Unidos vão mudar regras de viagens para conter ômicron

Passageiros de aviões destinados aos Estados Unidos enfrentarão regras de exames de Covid-19 mais rigorosas e mais países endurecem o controle das fronteiras em meio à incerteza a respeito da variante Ômicron do coronavírus e de sua capacidade de driblar a proteção das vacinas.

O presidente Joe Biden disse que na quinta-feira (02) ele vai anunciar quais os planos para reforçar a segurança nos voos para combater a pandemia. Não se sabe ainda quais medidas ele vai anunciar, mas há um pedido de um órgão de governo para que seja alterada a regra de teste para viajantes estrangeiros.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos EUA afirmaram na terça-feira (30) que vão exigir um resultado negativo de teste de Covid-19 feito pelo menos 24 horas antes do embarque dos passageiros com destino ao país.

Jason McDonald, o porta-voz, disse que o órgão quer mudar a forma atual como se testam os viajantes enquanto se aprende mais sobre a variante ômicron. “Uma ordem (de regras para voar) revisada iria diminuir o tempo máximo obrigatório do teste para todos os viajantes internacionais para um dia antes da partida para os EUA”, ele disse.

Japão e Hong Kong disseram que aumentarão as restrições de viagem e a Malásia proibiu temporariamente viajantes de países considerados em risco. O Japão, que já havia suspendido a entrada de todos os estrangeiros, relatou seu segundo caso da nova variante nesta quarta-feira.

Outros países se preparam para mais casos: a Austrália disse que ao menos duas pessoas já provavelmente infectadas visitaram locais de Sydney e a Dinamarca disse que uma pessoa infectada participou de um grande concerto.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) disse que “restrições de viagem generalizadas não impedirão a disseminação internacional e impõem um fardo pesado sobre vidas e meios de sustento”, mas também aconselhou pessoas indispostas, em risco, de 60 anos ou mais e que não se vacinaram a adiarem viagens.

Investidores continuavam tensos nesta quarta-feira, apesar de os mercados financeiros terem reagido a quedas bruscas do dia anterior ocorridas na esteira de comentários do presidente-executivo da Moderna, que expressou dúvidas sobre a eficácia das vacinas contra Covid-19 no combate à Ômicron.

Desde então, autoridades de saúde globais ofereceram garantias e reiteraram apelos para que as pessoas se vacinem. “Nossa melhor forma de defesa continua sendo nossas vacinas”, disse o secretário da Saúde britânico, Sajid Javid, ao canal Sky News. “É possível, claro, é possível que sejam menos eficazes. Simplesmente ainda não sabemos com certeza. Mas também é muito provável que continuem eficazes contra doenças graves”, disse.

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