Terça-feira, 25 de junho de 2024

Parar de fumar faz cair em até 40% o risco de diabete tipo 2

Um relatório conjunto da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Federação Internacional de Diabete e da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, destaca mais um benefício ao parar de fumar: a redução de 30% a 40% no risco de desenvolver diabete tipo 2.

No Brasil, os dados mais recentes do inquérito telefônico de Vigilância dos Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas (Vigitel) indicam que 10,2% da população têm diabete. Além disso, 90% dos diabéticos no País apresentam o tipo 2, que surge quando o corpo desenvolve resistência aos efeitos da insulina, frequentemente associada a maus hábitos e a um estilo de vida sedentário. O número de casos tem aumentado, inclusive entre os mais jovens.

Segundo a OMS, a diabete é a 9.ª causa de morte no mundo e é uma doença que poderia ser evitada com mudanças básicas de estilo de vida, como não fumar, praticar atividade física e manter alimentação saudável. “O tabagismo é um dos fatores de risco modificáveis mais importantes para diabete, ao lado da obesidade e do sedentarismo, que afetam diretamente no aumento de risco da doença”, diz o endocrinologista Clayton Macedo, coordenador do Núcleo de Endocrinologia do Exercício e do Esporte do Hospital Israelita Albert Einstein.

O relatório, divulgado em novembro, destaca que o cigarro exerce influência na capacidade do organismo de controlar os níveis de açúcar no sangue, elevando o risco de complicações associadas à diabete, tais como problemas cardiovasculares, insuficiência renal e cegueira. Além disso, ressalta que o tabagismo retarda o processo de cicatrização de feridas em pacientes com diabete, o que faz crescer o risco de amputações de membros.

Risco aumentado

“Esse relatório é muito importante porque consolida os dados de literatura que mostram o risco aumentado entre 30% e 40% de a pessoa fumante desenvolver diabete. E o risco não é só para quem fuma. Existe uma associação de aumento de risco de diabete também para a pessoa que convive com o fumante e está exposta ao tabagismo passivo”, afirma Macedo.

O médico ressalta que, apesar de o risco de desenvolver diabete tipo 2 diminuir com a cessação do tabagismo, ele ainda persiste nos primeiros cinco a dez anos após a interrupção do hábito de fumar. Portanto, quanto mais cedo a pessoa parar de fumar, melhor.

“O cigarro aumenta a resistência à insulina ao diminuir a sua ação periférica. O fato de a pessoa fumar faz com que ela tenha um pior controle da glicose. A ação do tabaco potencializa o risco de desenvolver diabete”, diz Macedo.

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