Sábado, 22 de agosto de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 21 de agosto de 2026
O DC (Democracia Cristã) entrou com um pedido de liminar junto ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, para que sua candidata à Presidência da República, Clariana Barão, participe do debate promovido pela TV Bandeirantes neste domingo (23).
Um dos argumentos apresentados na representação é o fato de a emissora não ter convidado nenhuma mulher para participar do evento. Estão previstos no debate Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). Além deles, foram convidados o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), mas ambos devem faltar.
De acordo com a representação apresentada pelo presidente do DC, João Caldas, a realização de um debate composto integralmente por homens é “sintoma da falta de isonomia e transparência” e “tende a reproduzir, e não corrigir, desigualdades estruturais preexistentes”.
O partido sustenta que a ausência de mulheres entre os participantes deve ser considerada pelo TSE na análise do pedido. “À luz do princípio da igualdade entre homens e mulheres e do conjunto de ações afirmativas de gênero que informa toda a legislação eleitoral brasileira, esse dado deve ser sopesado pelo julgador”, afirma a representação.
Além de Clariana, há apenas mais uma mulher concorrendo à Presidência da República: Samara Martins (UP). Nenhuma das duas, no entanto, tem direito legal de ser chamada para debates eleitorais, uma vez que seus partidos não elegeram o mínimo de cinco parlamentares nas eleições de 2022.
O DC argumenta ao TSE que, apesar de Clariana não estar entre os candidatos que possuem direito legal à participação nos debates, outros concorrentes que também não têm essa obrigação foram convidados pela emissora. O partido cita especificamente Renan Santos e Romeu Zema como exemplos.
Na representação, a legenda questiona os critérios utilizados para definir os participantes do debate e pede que seja considerada a possibilidade de inclusão de sua candidata. O argumento apresentado é de que, uma vez que candidatos sem a obrigação legal de participação foram chamados para o evento, a ausência de Clariana não deveria ser analisada apenas sob o critério da exigência mínima prevista na legislação eleitoral.
O pedido do DC ocorre em meio à definição da participação dos principais candidatos nos debates previstos durante a campanha presidencial. A legenda busca, por meio da Justiça Eleitoral, garantir a presença de sua candidata no encontro da Band e também chama atenção para a ausência de mulheres na composição inicialmente prevista para o evento.
A decisão sobre a liminar caberá ao presidente do TSE, Kassio Nunes Marques. Caso o pedido seja acolhido, a emissora poderá ser obrigada a incluir Clariana Barão no debate. Até a análise da representação, a programação anunciada pela Band permanece com os nomes já definidos pela emissora. (Com informações da Coluna Painel, da Folha de S.Paulo)