Sábado, 22 de agosto de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 21 de agosto de 2026
O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) chamou de “colapso completo” o que considerou ser o resultado das políticas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para promover mobilidade social no país. O termo é usado para descrever a mudança de classe social por uma pessoa ou um grupo de pessoas — por exemplo, um jovem de família pobre ascender para a classe média alta no futuro.
“O que é que o governo do PT sempre diz? Que estará trabalhando para fazer com que haja uma mobilidade social. Sabe qual foi a mobilidade social? 2,9% dos filhos dos pobres chegam a renda média alta. Isso não é mobilidade. Isso é um colapso completo. Isso é um atestado de incompetência de quem realmente já não soube em 20 anos transferir à população o que a população deseja”, disse o presidenciável durante agenda no Mercadão, em São Paulo, nessa sexta-feira (21).
Dados do Atlas da Mobilidade Social mostram que, na verdade, 8,32% dos filhos de famílias de classe baixa figuram entre os 25% mais ricos do país, quando chegam à vida adulta, e uma parcela ainda menor, 1,8% alcança os 10%.
Apesar da crítica, nesta semana, Caiado afirmou, em evento em Brasília, que manterá o programa Bolsa Família, caso seja eleito presidente. “Isso não é política de candidato à Presidência da República, é política de Estado. Ele será eternamente mantido para as pessoas que têm a condição de pobreza e extrema pobreza”, disse na ocasião.
Debate
Também nessa sexta, Caiado voltou a criticar os adversários Flávio Bolsonaro e Lula por faltarem ao primeiro debate eleitoral entre os candidatos à Presidência marcado para este domingo (23). O ex-governador de Goiás chamou os rivais de “fujões” e defendeu que a presença em debates deveria ser obrigatória, tal como é o voto.
“Olha, o que eu espero é que todos estejam presentes. Da mesma maneira que o voto é obrigatório, a presença também deveria ser obrigatória. É inaceitável as pessoas se colocarem na condição de fujão no momento em que o país passa pela mais grave crise da economia brasileira”, disse.
Na véspera, Caiado já havia feito declaração parecida ao sugerir que Flávio e Lula não estariam presentes no evento por terem “ muito a esconder”. “Os dois que estão disputando com maior percentual [de intenção de votos] têm medo de estarem presentes e amarelar num debate, que é o primeiro debate que nós teremos, na Band. Isso significa o quê? Que eles têm muito a esconder”, declarou. (Com informações do portal Metrópoles)