Sábado, 27 de novembro de 2021

Paulo Guedes minimiza revisão do Caged que reduziu em 47% os dados sobre geração de empregos em 2020

O ministro da Economia Paulo Guedes minimizou, nesta sexta-feira (5), a revisão de dados feita pelo Ministério do Trabalho e Previdência que indicou queda de quase metade do número de empregos com carteira assinada criados no país em 2020 em relação ao que havia sido divulgado pelo governo.

“Houve muito barulho a respeito de um erro de 50 mil, o que é bastante, de empregos que foram, aparentemente, reportados equivocadamente no Caged”, disse o ministro durante participação na 3ª Conferência de Comércio Internacional e de Serviços do Mercosul, realizada no Rio de Janeiro.

O “erro” apontado por Guedes, porém, foi de 66,8 mil empregos a menos do que o governo havia anunciado em janeiro deste ano ao divulgar o saldo da geração de vagas de trabalho ao longo do ano passado.

O governo havia anunciado a geração de 142.690 empregos com carteira assinada. Na ocasião, os números foram divulgados pelo Ministério da Economia e o ministro Paulo Guedes declarou que o resultado era uma “grande notícia”.

Com a revisão dos dados, divulgada na quarta-feira (3), esse número caiu para 75.883, ou seja, 46,8% menos que o divulgado anteriormente.

Ao comentar a diferença, Paulo Guedes se valeu dos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que, ao contrário do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), contempla não apenas os empregos com carteira assinada, mas, também, o trabalho informal.

“Não há mudança, do ponto de vista qualitativo, se ao invés de 3 milhões e 50 mil empregos, você cria 3 milhões de empregos, são 50 mil a menos”, enfatizou o ministro.

O ministro atribuiu o erro às empresas privadas. Segundo ele, “pode ter havido um erro no Caged, o que não é, evidentemente culpa do governo, isso vem do setor privado”.

Em nota divulgada junto ao anúncio da revisão, o Ministério do Trabalho informou que a diferença no saldo de empregos criados em 2020 se deve a um aumento no número de declarações de contratação e demissão realizadas fora do prazo pelas empresas e que essa alta é provocada pelo processo de transição das declarações para o eSocial.

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