Sábado, 07 de março de 2026

Pesquisa Datafolha: Haddad tem 41% e Flávio Bolsonaro, 43%, em cenário de 2º turno para presidente

Pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesse sábado (7), aponta o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), empatado tecnicamente com o senador Flávio Bolsonaro (PL), do Rio de Janeiro, em uma simulação menos provável da disputa presidencial de outubro. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro aparece com 43% dos votos no segundo turno, contra 41% do petista.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o que denota empate técnico. Ainda de acordo com o levantamento, 14% dos brasileiros optam pelo voto branco ou nulo, enquanto 1% dos entrevistados não soube ou quis responder a pergunta.

O presidente Lula (PT) sinaliza que disputará à reeleição, em busca de um quarto mandato. Ainda assim, o levantamento permite averiguar o nível de transferência de votos ao ministro da Fazenda, uma liderança forte dentro do partido que foi derrotada por Bolsonaro, em 2018, quando o chefe acabou impedido de concorrer pela Lei da Ficha Limpa.

A pesquisa indica que Lula teria hoje 46% dos votos no segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que marca os mesmos 43%. Ou seja, nem todos os eleitores do atual presidente migram automaticamente para o ministro da Fazenda.

O presidente é bem mais conhecido pelos eleitores do que Haddad, o que pode explicar a desvantagem do ministro na comparação com o desempenho do mandatário. Segundo o levantamento, praticamente 100% sabem quem é Lula, contra 86% que dizem conhecer Haddad.

Simulações

Já no primeiro turno, Haddad apresenta desempenho significativamente pior do que o do padrinho político: 21% o escolheram, contra 33% de Flávio, 11% de Ratinho Júnior (PSD), 5% de Romeu Zema (Novo), 4% de Renan Santos (Missão) e 2% de Aldo Rebelo (DC).

Lula pontua entre 38% e 39%, contra 32% a 34% de Flávio, a depender dos adversários listados — a principal dúvida recai atualmente sobre o escolhido do PSD (Eduardo Leite e Ronaldo Caiado tentam candidatura no lugar de Ratinho) e a confirmação de Zema no jogo (o PL cogita atraí-lo para a chapa).

O levantamento mediu a rejeição aos dois nomes. Segundo o Datafolha, 46% dos entrevistados dizem que não votariam de jeito nenhum em Lula (PT), enquanto 27% afirmam o mesmo sobre Fernando Haddad (PT).

O Datafolha ouviu 2.004 eleitores entre os dias 3 e 5 de março, em 137 municípios. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral com o protocolo BR-06798/2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Alternativa

Os números do Datafolha se aproximam de sondagens que já chegaram ao conhecimento do PT e do Palácio do Planalto.

O fato de Haddad ser competitivo como candidato a presidente já leva lideranças do partido a enxergarem nele um plano B viável caso Lula, em um cenário considerado improvável, mas não impossível, desista de concorrer à Presidência.

Lula é considerado o mais forte candidato que a legenda poderia apresentar ao eleitorado. Uma eventual candidatura de Haddad, por outro lado, representaria uma grande novidade nas eleições, enquanto o presidente estaria disputando o seu quarto mandato.

O tema é considerado tabu no PT e discutido de forma reservada. Um dirigente do partido afirmou à coluna que as pessoas “falam baixo” e não têm coragem sequer de levar a ideia ao conhecimento de Haddad, que rechaçaria a hipótese na hora. E menos ainda a Lula. (Com informações da Folha de S. Paulo, g1 e O Globo)

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