Segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

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Petroleiros ameaçam com greve se o governo federal apresentar projeto de privatização da Petrobras

Nesta terça-feira (26), a Federação Única dos Petroleiros (FUP) aprovou a realização de uma greve em todo o País se o governo federal enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei para privatização da Petrobras. Segundo a entidade (que reúne 12 sindicatos associados), a paralisação da categoria – caso se efetive – será por tempo indeterminado.

“Caso tente privatizar a Petrobras, o governo federal enfrentará a greve mais forte da história da categoria em defesa do patrimônio público nacional”, ressaltou o coordenador-geral da entidade, Deyvid Bacelar, por meio de nota à imprensa, acrescentando que:

“Não vamos aceitar de forma alguma calados esse projeto de privatização. Vamos responder à altura e a luta vai ser grande. A empresa sempre cumpriu seu papel de desenvolvimento nacional e regional, gerando emprego e renda, apesar de, nos governos Temer e Bolsonaro, terem se afastado de seu papel social, que precisa ser resgatado”.

O presidente Jair Bolsonaro declarou, na véspera, que a venda da estatal estava no “radar”. Além disso, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), confirmou que a ideia está sendo discutida pelo Executivo.

Horas antes, o ministro da Economia, Paulo Guedes, também havia voltado a manifestar apoio à ideia de privatizar a Petrobras, como estratégia para extrair mais rápido o petróleo e o gás natural brasileiros. As ações da estatal subiram mais de 6% após as declarações do ministro.

Também nesta terça-feira, o banco BTG Pactual afirmou em um comunicado aos seus clientes que qualquer aposta na privatização da petroleira nos próximos 12 meses deve ser vista com ceticismo. A instituição financeira avalia que dificilmente os políticos arriscarão sua popularidade em um tema tão controverso, faltando um ano para as próximas eleições.

Caminhoneiros

Enquanto isso, prossegue a mobilização dos caminhoneiros para uma paralisação na próxima segunda-feira (1º). Wallace “Chorão” Landim, um dos principais líderes da categoria, declarou que a tentativa de afago do governo federal  ao criar o “vale-diesel” não foi suficiente para demover os trabalhadores do plano de cruzar os braços.

Landim pede um mudança na política de preços da Petrobras. Desde o governo de Michel Temer (2016-2018), os combustíveis são reajustados pelo preço no mercado internacional.

Nesta terça-feira (26) as refinarias sentiram mais um aumento vindo da petroleira: a gasolina subirá 7% nas refinarias e o diesel 9%. Assim, a gasolina já acumula alta de 73% no ano e o diesel, de 65,3%.

As altas devem ter reflexos nos preços do frete, pressionando ainda mais a inflação. “Isso mostra um andamento totalmente contrário àquele pelo qual estamos lutando. Estamos brigando por estabilidade no combustível, no gás de cozinha, para colocar em vigor leis já aprovadas, e é isso que a Petrobras faz”, frisou “Chorão”.

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