Quarta-feira, 01 de dezembro de 2021

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Pioneiros do metaverso criticam mudança no nome do Facebook

Os primeiros a adotar os universos virtuais conhecidos como metaverso criticaram a reformulação da marca do Facebook – que passou a se chamar Meta – como uma tentativa de capitalizar o burburinho crescente sobre um conceito que ele não criou. “Eles estão essencialmente tentando criar o que muitos de nós construímos há anos, e reformulá-lo como seu”, disse Ryan Kappel, americano que por mais de dois anos organizou encontros em diferentes metaversos.

“Acho que o Facebook fez essa mudança de nome para garantir registro legal da nova marca o mais rápido possível, à medida que mais companhias se interessam”, disse um investidor de criptografia do Reino Unido conhecido como Pranksy. Artur Sychov, que fundou o metaverso Somnium Space em 2017, disse que o anúncio do presidente executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, sobre a reformulação da marca tentou “inserir a narrativa de que o metaverso está acontecendo agora”.

Dave Carr, da organização que administra o mundo virtual Decentraland, disse que a mudança do Facebook pode encontrar resistência de usuários do metaverso que desconfiam de seu controle sobre o conteúdo.

Mas a reação não foi totalmente negativa. Alguns disseram que a entrada do Facebook pode aumentar o interesse no conceito em geral, atrair mais usuários e apoiar o desenvolvimento de vários mundos virtuais. “Ter um gigante como o Facebook entrando e despejando bilhões de dólares (…) pode ser positivo”, disse Tristan Littlefield, cofundador da nft42 e usuário do metaverso desde 2018.

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