Domingo, 16 de agosto de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 16 de agosto de 2026
A deputada Priscila Costa (PL-CE), que foi pivô da crise entre o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, tem parte do salário penhorada pela Justiça após ter sido condenada por fake news. Desde setembro passado, os contracheques de Costa são descontados em R$ 1,9 mil para quitar uma indenização de cerca de R$ 30 mil devida a Manuela D’Ávila, candidata ao Senado pelo PSOL no Rio Grande do Sul.
A Justiça condenou Costa a indenizar D’Ávila por danos morais depois de ter insinuado nas redes sociais em 2019, sem qualquer prova, que a ex-deputada do PCdoB defendia “legalizar o incesto”. A bolsonarista também foi obrigada a fazer uma retratação pública, o que ainda não aconteceu. Costa recorreu até o Supremo Tribunal Federal, sem sucesso.
A defesa de Priscila Costa disse buscar um acordo com Manuela D’Ávila para encerrar o caso. Conforme reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o advogado de D’Ávila afirmou que o processo será extinto quando Costa cumprir a decisão judicial, pagando a indenização e se desculpando publicamente.
Priscila Costa assumiu o cargo de deputada federal no início deste mês, após a deputada Dayany Bittencourt (União-CE) perder o mandato. Até então, Costa era vereadora de Fortaleza pelo PL. A Justiça ainda não ordenou a penhora do salário atual da deputada.
Entre setembro de 2025 e julho de 2026, a então vereadora teve R$ 1,9 mil mensais penhorados do seu salário. Até agora, foram debitados cerca de R$ 21 mil, R$ 8 mil a menos do valor total devido.
Atrito
Priscila Costa é candidata a deputada federal nas eleições deste ano, mas a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro atuara para que ela concorresse ao Senado. A movimentação de Michelle, contudo, contrariava os planos de Flávio Bolsonaro e o deputado federal André Fernandes, presidente estadual do PL, que apoiava a candidatura do próprio pai, Alcides Fernandes. Michelle também criticou a aliança do PL no Estado ao candidato ao governo Ciro Gomes (PSDB).
O auge da crise aconteceu em junho passado, quando Michelle disse em um vídeo ter sido “maltratada, humilhada e desrespeitada” por Flávio Bolsonaro. Na gravação com ares de pronunciamento oficial, a ex-primeira-dama rejeitou a aliança do PL com Ciro, e disse que o candidato já chamou o ex-presidente Jair Bolsonaro de “ladrão de galinhas”, “burro” e “jumento”. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)