Terça-feira, 08 de setembro de 2026

Polo Norte se move e altera o campo magnético global; entenda

Cientistas acompanham de perto o comportamento migratório do Polo Norte magnético da Terra há anos, uma vez que ele não é um ponto fixo e se movimenta continuamente, influenciando diretamente cálculos de navegação e orientação utilizados em aviões, embarcações, satélites e até em dispositivos eletrônicos do dia a dia. Nas últimas décadas, essa migração do Polo ganhou velocidade, levando-o cada vez mais em direção à Sibéria.

Desde sua primeira localização registrada em 1831, no Ártico canadense, o Polo Norte magnético já percorreu mais de 2.250 quilômetros rumo à Sibéria. Esse deslocamento não é aleatório e é monitorado por modelos geomagnéticos que permitem prever tendências futuras e antecipar como o campo poderá se comportar nos próximos anos.

Por mais que o posicionamento do Polo Norte magnético tenha tido uma mudança significativa, o processo é gradual e os dados do sistemas de navegação são alterados regularmente, através das atualizações de uma ferramenta chamada World Magnetic Model (WMM), desenvolvido em parceria pela NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA) e pelo British Geological Survey.

Esse modelo é usado como base de sistemas de navegação e orientação que dependem do campo geomagnético. Como o campo não se altera de forma perfeitamente previsível, o WMM precisa ser atualizado periodicamente, caso contrário, os cálculos se afastariam da realidade prevista.

A versão mais recente e atual, chamada WMM2025, foi atualizada em dezembro de 2024 e terá validade até o final de 2029. Ela fornece dados essenciais sobre declinação magnética (o ângulo formado entre o “norte verdadeiro” e o norte apontado por uma bússola) para usos civis e militares.

Com essa movimentação constante do Polo Norte magnético registrada pelo WMM, é possível perceber como a mudança afeta diretamente na precisão de sistemas que utilizam o campo terrestre como referência.

Na aviação e navegação marítima, as diferenças de direção, por menores que sejam, podem se tornar críticas em rotas específicas, sobretudo em regiões próximas aos polos. Em situações como essas, é necessário manter o sistema constantemente atualizado.

Em tecnologias utilizadas pelo público no cotidiano o cenário não é tão preocupante, mas afeta aplicativos de mapas, bússolas digitais e sistemas de orientação presentes em smartphones, dos quais empresas de tecnologia incorporam os dados do WMM para o melhor funcionamento. (Com informações do iG Último Segundo)

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