Sábado, 25 de abril de 2026

Por unanimidade, Supremo mantém a prisão do ex-presidente do Banco de Brasília

Por unanimidade, a Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) manteve na sexta-feira (24) a decisão do ministro André Mendonça que determinou a prisão do ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa.

No dia 16 deste mês, Costa foi preso durante a quarta fase da Operação Compliance, da PF (Polícia Federal), que investiga fraudes no Banco Master e a tentativa de compra da instituição financeira pelo BRB, banco público ligado ao governo do Distrito Federal.

De acordo com as investigações, Costa teria combinado com o banqueiro Daniel Vorcaro o recebimento de R$ 146,5 milhões em propina. O valor seria repassado por meio de imóveis.

A votação começou na semana passada e foi finalizada na sexta-feira no plenário virtual do colegiado. O placar final ficou em 4 votos a 0 para manter a prisão de Costa.

Votaram para manter a prisão do ex-presidente do BRB os ministros André Mendonça, relator do caso, Luiz Fux, Nunes Marques e Gilmar Mendes.

Já o placar favorável à prisão do advogado Daniel Monteiro, que também foi alvo da operação da PF, ficou em 3 a 1. Ele é apontado como uma figura central no suposto esquema de lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília.

Último a votar, Mendes divergiu parcialmente dos demais posicionamentos e entendeu que Monteiro deve cumprir prisão domiciliar, com monitoramento por tornozeleira eletrônica.

Toffoli

O ministro Dias Toffoli também faz parte da Segunda Turma, mas se declarou suspeito para participar do julgamento. Em fevereiro, o ministro deixou a relatoria do inquérito que investiga as fraudes no Master após a PF informar ao presidente do STF, Edson Fachin, que há menções a Toffoli em mensagens encontradas no celular de Vorcaro, que teve o aparelho apreendido durante a primeira fase da operação, deflagrada no ano passado.

Toffoli é um dos sócios do resort Tayayá, localizado no Paraná. O empreendimento foi comprado por um fundo de investimentos que é ligado ao Master e investigado pela PF.

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