Quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

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Porto Alegre conta com nova equipe para monitorar presença do mosquito da dengue

Técnicos e supervisores do serviço de monitoramento do mosquito Aedes aegypti foram recebidos na manhã desta quinta-feira (28) pelo diretor da Vigilância em Saúde de Porto Alegre, Fernando Ritter.

O encontro teve por objetivo apresentar a nova equipe, que fará vistorias semanais nas 910 armadilhas instaladas em 45 bairros para capturar o inseto, transmissor da dengue.

Desde o começo da semana, as vistorias são feitas pela empresa Ecovec, parceira da prefeitura no monitoramento do mosquito desde 2012.

Até o momento, estão contratados cinco técnicos de monitoramento, um supervisor de serviço e uma bióloga, gestora de qualidade. Mais dois técnicos serão integrados à equipe. Cada um deles vai vistoriar entre 100 e 140 armadilhas por semana.

Eles moram na própria região onde atuarão e os deslocamentos estão sendo feitos em bicicletas elétricas. Todos estarão identificados com crachá e colete. Os dados de cada técnico contratado estarão disponíveis na Ouvidoria da Secretaria Municipal de Saúde e no Serviço 156 – “Fala Porto Alegre”.

O gerente Ecovec, Luis Felipe Barroso, enfatiza a importância dos técnicos de monitoramento para o controle de surtos epidêmicos de doenças como a dengue:

“Trata-se de um investimento na prevenção. O objetivo do trabalho é conhecer os índices de infestação do mosquito, permitindo tomadas de decisão rápidas para evitar os surtos e consequente destinação de recursos para o tratamento de pessoas”.

Ritter também mencionou destacou a relevância do monitoramento. “Trabalho feito no presente que tem grande impacto no futuro. Investimento em prevenção é investimento em saúde pública”.

Logística

Todos os mosquitos capturados são identificados e enviados ao laboratório para análise de positividade viral através de técnicas específicas que irão informar se os mesmos estão contaminados com alguns dos vírus das seguintes arboviroses transmitidas por este vetores: dengue, zika e chikungunya.

O levantamento de infestação alimenta um mapeamento que embasa as ações da equipe da DVS para realizar ações de controle que visam, principalmente, a busca e eliminação de criadouros. Já a identificação de mosquitos com a presença de vírus pode disparar ações e controle químico (ação de inseticida) para bloquear a transmissão dos vírus.

A população pode acompanhar o mapa no site ondeestaoaedes.com.br. Dentre as informações compartilhadas está um painel interativo de infestação do vetores nas áreas monitoradas.

(Marcello Campos)

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