Terça-feira, 01 de setembro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 31 de agosto de 2026
Renan Santos (Missão) publicou um vídeo em suas redes sociais defendendo sua candidatura à Presidência da República após o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspender atos da campanha eleitoral de sua chapa. Na gravação, o candidato criticou a decisão e afirmou que pretende recorrer. “A decisão é ilegal, a decisão é persecutória”, afirmou Santos. Mais tarde, durante uma coletiva de imprensa, o candidato declarou que Toffoli estaria tentando promover uma “cassação branca” de sua candidatura.
Renan afirmou que iria protocolar um mandado de segurança no TSE para tentar derrubar a decisão liminar de Dias Toffoli, que estabeleceu restrições à campanha do candidato. Segundo ele, a medida impede a realização de atividades consideradas essenciais para a divulgação de sua candidatura durante o período eleitoral.
Na gravação publicada nas redes sociais, o político criticou o ministro pela suspensão de parte de suas atividades de campanha. “Aquele Dias Toffoli acaba de suspender minha campanha. Eu não posso produzir conteúdo em redes. Eu não posso postar conteúdo. Eu não posso participar dos debates, eu não posso ir em sabatinas. Eu não posso fazer praticamente nada.”
Toffoli determinou a suspensão da propaganda eleitoral online de Renan Santos após o candidato não informar, dentro do prazo legal estabelecido pela Justiça Eleitoral, contas de redes sociais que administrava. Segundo a decisão, a omissão poderia representar indício de fraude no processo de registro da candidatura.
Renan, por sua vez, contestou a interpretação dada ao caso. Para o candidato do Missão, a acusação de abuso de poder econômico teria surgido em razão de “um problema técnico”. Ele também afirmou que outros candidatos teriam enfrentado dificuldades semelhantes durante o processo de registro das candidaturas. “Chega a ser absurdo”, concluiu Santos.
A decisão judicial determina a suspensão dos perfis não informados e prevê multas em caso de descumprimento das medidas impostas. O candidato também está sujeito a outras consequências previstas na decisão caso não apresente justificativas consideradas suficientes para a violação das regras eleitorais.
Críticas a Toffoli
Durante a coletiva, Renan Santos também acusou o ministro de perseguição política e mencionou críticas que já havia feito publicamente a Toffoli. O candidato relembrou manifestações que, segundo ele, tiveram como alvo o magistrado e outras autoridades em razão de questionamentos relacionados ao caso Banco Master.
“Curiosamente, eu convoquei também quatro manifestações nesse último ano contra o senhor Dias Toffoli, contra o envolvimento não apenas dele, mas de todas essas pessoas no escândalo do Banco Master. (…) Eu estou pagando o preço por ter defendido o que eu defendi”, declarou Santos.
O candidato afirmou ainda que as restrições determinadas pela Justiça Eleitoral teriam relação com as críticas que fez ao ministro. Segundo Santos, a decisão teria caráter de “revanchismo”. As declarações representam a avaliação do candidato sobre a decisão judicial, que ainda poderá ser contestada por meio dos recursos anunciados por sua defesa. (Com informações de O Estado de S. Paulo)