Quarta-feira, 22 de julho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 21 de julho de 2026
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nessa terça-feira (21) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda não estava preparado para disputar a Presidência da República quando foi escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para representar o grupo político nas eleições deste ano. A declaração foi feita durante entrevista à CNN Brasil, na qual o dirigente comentou o processo de organização da pré-campanha e as negociações para a formação de alianças partidárias.
Segundo Valdemar, a definição do nome de Flávio ocorreu antes da estruturação de uma candidatura presidencial. Na avaliação do presidente do PL, o senador precisou iniciar posteriormente um trabalho de articulação política e organização da campanha, processo que, segundo ele, ainda está em andamento.
“Ele foi escolhido pelo (Jair) Bolsonaro e não tinha feito uma estrutura, um trabalho antes para ser candidato à Presidência da República. Bolsonaro escolheu Flávio e agora que estamos conseguindo andar nesse assunto”, afirmou.
O dirigente partidário fez a declaração ao abordar as tratativas conduzidas pelo PL para ampliar a base de apoio ao pré-candidato e construir uma aliança com outras legendas para a disputa presidencial. Segundo Valdemar, a definição da chapa e das alianças continua sendo uma das principais prioridades do partido neste momento.
Durante a entrevista, o presidente do PL também comentou a possibilidade de a senadora Tereza Cristina (PP-MS) integrar a chapa presidencial como candidata a vice-presidente. Valdemar afirmou que defendia o nome da parlamentar por considerar que ela possui forte capacidade de diálogo, além de potencial para ampliar o apoio eleitoral à candidatura de Flávio Bolsonaro.
Apesar disso, o dirigente descartou a participação de Tereza Cristina na composição da chapa. Segundo ele, as conversas não avançaram porque a senadora tem outros objetivos políticos para o próximo ciclo eleitoral.
De acordo com Valdemar, a parlamentar pretende disputar a presidência do Senado Federal e, por essa razão, não demonstrou interesse em assumir a vaga de vice na candidatura presidencial do PL.
Mesmo sem a participação de Tereza Cristina na chapa, o presidente do partido afirmou que continua apostando em um entendimento com o Progressistas (PP) para apoiar Flávio Bolsonaro durante a campanha eleitoral. Segundo ele, as negociações com partidos aliados permanecem em andamento e fazem parte da estratégia para ampliar o arco de alianças da candidatura.
Valdemar também informou que participaria, ainda nesta terça-feira, de uma reunião com Flávio Bolsonaro e com o senador Rogério Marinho (PL-RN), responsável pela coordenação da pré-campanha. O encontro, segundo o dirigente, teria como principal objetivo discutir o cenário político e avaliar as negociações em curso com outras legendas.
No momento, a federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, mantém uma posição de neutralidade na disputa nacional. A orientação é que os diretórios estaduais tenham autonomia para decidir qual candidatura apoiar nas eleições presidenciais.
Na segunda-feira (20), a federação em São Paulo anunciou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro. No entanto, ainda não há definições sobre o posicionamento das lideranças da aliança em Estados considerados estratégicos para a eleição, como Rio de Janeiro e Minas Gerais, dois dos maiores colégios eleitorais do país. (Com informações de O Estado de S. Paulo)