Sábado, 13 de abril de 2024

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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que, apesar da crítica feita à declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), comparando a ação de Israel em Gaza com o Holocausto, a relação entre os dois não será influenciada negativamente. Segundo Pacheco, o pedido de retratação foi feito com o objetivo de buscar uma solução diplomática.

“A fala foi inadequada em relação à comparação da realidade de hoje com o nazismo. É neste ponto apenas que nós fizemos uma ponderação. Se houver uma retratação em relação a isso, eu considero que resolve o problema. Mas nada abala minha relação com o presidente Lula”, disse Pacheco.

No dia anterior, o presidente do Senado afirmou que Lula deveria pedir desculpas pela comparação feita entre o ataque das forças militares de Israel à Faixa de Gaza com o Holocausto. Pacheco considerou as declarações do petista como “impróprias”.

“É fundamental que haja uma retratação e um esclarecimento com um pedido de desculpas em relação a uma parte da fala que estabelece essa premissa equivocada, pois o foco das lideranças mundiais deve estar na resolução do conflito entre Israel e Palestina”, disse.

O senador Omar Aziz (PSD-AM) não gostou das críticas do presidente do Senado e o questionou no plenário: “Me tipifique o que é matar 30 mil inocentes”, disse Aziz a Pacheco.

Segundo Aziz, a fala do presidente brasileiro veio em “solidariedade” aos envolvidos no conflito e consistiu em uma crítica à política militar do governo israelense. Para o senador, é preciso distinguir “o povo judeu, que todos respeitamos” do “governo de direita e sionista de Israel”. Aziz, no entanto, também disse que, na sua avaliação, o paralelo traçado por Lula foi inadequado.

Boulos defende Lula

Pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) defendeu, nessa quinta-feira (22), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) da polêmica envolvendo Israel e condenou o que classificou como “massacre” na Faixa de Gaza.

“Minha posição, desde o primeiro momento, foi de condenação do massacre, do verdadeiro massacre desumano que está sendo conduzido na Faixa de Gaza”, afirmou a jornalistas após o primeiro ato de rua da pré-campanha ao lado de Marta Suplicy (PT), em Parelheiros. Marta será vice em sua chapa.

Boulos apontou uma suposta “seletividade moral” na repercussão da fala de Lula, que classificou as ações de Israel na guerra com o Hamas como genocídio, fazendo alusão à matança de judeus por Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial.

“Gente que agora sai condenando e atacando o Lula pela declaração que deu, inclusive o prefeito de São Paulo [Ricardo Nunes], e que eu não vi dizer um ‘piu’ quando caiu bomba sobre escola na Faixa de Gaza, quando caiu bomba sobre hospital na Faixa de Gaza”, disse.

Nunes busca a reeleição e será adversário de Boulos na disputa de outubro. A CNN tenta contato com o prefeito sobre a citação do deputado.

O pré-candidato acrescentou ainda que o primeiro-ministro de Israrel, Benjamin Netanyahu, não tem “nenhuma autoridade moral para apontar o dedo para o Brasil”. Boulos completou que, embora a questão não esteja diretamente ligada ao tema da cidade de São Paulo, seu posicionamento é claro.

“Condenei os ataques terroristas do Hamas, mas isso não significa, em nenhum momento, silenciar sobre esse absurdo desumano que está sendo conduzido na Faixa de Gaza que já levou a morte de 10 mil crianças”, disse Boulos.

 

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