Quarta-feira, 24 de junho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 24 de junho de 2026
O dólar fechou em alta nesta quarta-feira (24), com avanço de 0,29%, cotado a R$ 5,2019. Durante o pregão, a moeda chegou à máxima de R$ 5,2217. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, encerrou o dia em queda de 0,44%, aos 170.507 pontos. No acumulado, o dólar registra alta de 0,71% na semana e de 3,16% no mês, mas ainda recua 5,23% no ano. O Ibovespa, por sua vez, sobe 1,29% na semana e acumula ganho de 5,82% no ano, apesar da queda de 1,89% no mês.
O comportamento dos mercados foi influenciado principalmente pelas expectativas em torno da política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. No cenário doméstico, investidores repercutiram a ata mais recente do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na véspera, que indicou uma piora nas projeções de inflação e reforçou a possibilidade de manutenção dos juros na próxima reunião, prevista para agosto.
O documento também apontou que o Banco Central observa uma aceleração da atividade econômica no segundo semestre, o que pode dificultar o processo de controle inflacionário. Na reunião anterior, o Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, marcando o terceiro corte consecutivo. A autoridade monetária também sinalizou uma postura mais cautelosa, com eventuais pausas e retomadas no ciclo de cortes, de acordo com o comportamento dos indicadores econômicos.
Nos Estados Unidos, o mercado segue atento aos sinais do Federal Reserve (Fed), que pode manter os juros elevados por mais tempo diante da resiliência da atividade econômica. Dados divulgados na véspera mostraram avanço do Índice de Gerentes de Compras (PMI) composto, que subiu para 52,2 em junho, o maior nível desde janeiro. O desempenho foi impulsionado pelo setor de serviços e pela indústria, que registrou o maior ritmo de crescimento em seis anos.
O conjunto de indicadores reforça a avaliação de que a economia norte-americana segue aquecida, o que sustenta pressões inflacionárias e reduz a expectativa de cortes mais rápidos nos juros pelo banco central dos EUA.
No cenário internacional, o mercado também acompanhou a evolução da situação no Oriente Médio. A reabertura e a retomada do tráfego no Estreito de Ormuz contribuíram para aliviar preocupações sobre o fornecimento global de petróleo. O fluxo de navios na região atingiu o maior nível desde o início das tensões entre Estados Unidos e Irã, aumentando a percepção de normalização gradual do comércio marítimo.
Com isso, os preços do petróleo registraram forte queda. O barril do Brent, referência internacional, recuou 4,3%, para US$ 73,74. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, caiu 3,9%, cotado a US$ 70,34.