Terça-feira, 11 de agosto de 2026

As exportações brasileiras de carne de frango alcançaram 519 mil toneladas em julho, volume 30% superior ao registrado no mesmo mês em 2025

As exportações brasileiras de carne de frango totalizaram 519,2 mil toneladas em julho, alta de 29,9% em relação ao volume registrado no mesmo mês de 2025. Os dados são da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) e mostram também crescimento na receita obtida com os embarques no período.

Em julho, as vendas externas do produto geraram US$ 991,2 milhões, valor 34,3% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado. O resultado considera os embarques realizados pelo Brasil para diferentes mercados internacionais durante o período.

No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o país exportou 3,455 milhões de toneladas de carne de frango, o que representa aumento de 15,2% em comparação com as 3 milhões de toneladas embarcadas entre janeiro e julho de 2025. A receita acumulada chegou a US$ 6,690 bilhões, crescimento de 19,3% sobre os US$ 5,609 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.

A China foi o principal destino da carne de frango brasileira em julho, com a importação de 70,5 mil toneladas. O mercado chinês estava fechado para o produto brasileiro no mesmo mês de 2025. Na sequência, os Emirados Árabes Unidos aparecem como segundo maior destino, com 41,4 mil toneladas, volume 19,9% menor na comparação anual.

A Arábia Saudita recebeu 39,717 mil toneladas de carne de frango brasileira em julho, alta de 26,2% em relação ao mesmo período de 2025. O Japão, por sua vez, importou 38,5 mil toneladas, registrando queda de 10,2% na comparação com julho do ano passado.

A União Europeia recebeu 36,8 mil toneladas, enquanto a África do Sul importou 26,1 mil toneladas. Assim como a China, os dois mercados também estavam fechados para a carne de frango brasileira em julho de 2025.

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, os resultados registrados em julho ocorrem em um cenário de recuperação dos embarques após os impactos provocados pela ocorrência de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade registrada no país em 2025.

“Os resultados de julho confirmam a capacidade de resposta da cadeia produtiva brasileira e a força da presença do Brasil em diferentes mercados”, afirmou Santin.

De acordo com o presidente da entidade, “mesmo nesse contexto, o crescimento dos embarques demonstra a retomada e a solidez da avicultura brasileira, com avanços em destinos tradicionais e em mercados que vêm ampliando suas compras”.

Entre os Estados exportadores, o Paraná liderou os embarques em julho, com 227,1 mil toneladas, alta de 49,3% em relação ao mesmo mês de 2025. Santa Catarina ficou em segundo lugar, com 114,4 mil toneladas, aumento de 20%.

O Rio Grande do Sul exportou 58 mil toneladas, crescimento de 25,5%. São Paulo embarcou 29,2 mil toneladas, alta de 9%, enquanto Goiás registrou 25,8 mil toneladas, aumento de 13,3%. (Com informações da CNN Brasil)

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