Sábado, 19 de setembro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 19 de setembro de 2026
O governo do Irã enviou aos Estados Unidos neste sábado (19) uma nova leva de exigências para o fim da guerra que os dois países travam no Oriente Médio. As novas exigências são uma tentativa de Teerã de destravar as negociações de paz com o governo de Donald Trump, que estão pausadas desde que os EUA voltaram a bombardear o Irã, que revidou com ataques a bases militares norte-americanas em países do Golfo Pérsico.
Segundo a rede de TV Al-Jazeera, o chefe de segurança do governo do Irã, Mohsen Rezaei, afirmou que, entre as exigências, estão:
* O fim da guerra em todas as frentes de batalha;
* Que os EUA suspenda o bloqueio naval que seus navios de guerra vêm fazendo na entrada do Estreito de Ormuz, impedindo a circulação de embarcações que tenham origem ou destino em portos iranianos;
* O descongelamento de todos os fundos iranianos que estão bloqueados por sanções impostas pelos Estados Unidos.
As novas exigências de Teerã foram enviadas aos EUA por meio de representantes do governo do Catar. Razaei afirmou que aguarda agora uma resposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Pelo calendário previsto no acordo de trégua que os dois países assinaram em junho deste ano, negociadores dos dois lados já deveriam ter chegado a um acordo final de paz.
Para isso, era necessário que o Irã reabrisse a circulação de navios pelo Estreito de Ormuz, que os EUA suspendessem o bloqueio naval na entrada do estreito e, principalmente, que os dois lados chegassem a um consenso sobre o programa nuclear iraniano. Os dois primeiros pontos chegaram a ser adotados temporariamente, mas as negociações degringolaram após acusações mútuas e voltaram à estaca zero.
Alto custo
A guerra contra o Irã custou US$ 45,1 bilhões aos Estados Unidos, informou o Pentágono ao Congresso norte-americano na sexta (18), segundo uma fonte a par do assunto. O departamento comunicou aos legisladores que os custos da guerra totalizavam US$ 43,6 bilhões em 3 de setembro, além de US$ 1,5 bilhão adicional para combustível extra, acrescentou a fonte.
No entanto, a estimativa não representa uma contabilização completa dos custos da guerra. Ela não inclui uma avaliação dos custos de reparo de bases ou edifícios danificados e não forneceu ao Congresso detalhamentos dos custos indiretos das operações militares, conforme solicitado pelos legisladores, disse a fonte.
A estimativa de custo de US$ 45,1 bilhões do Pentágono supera o valor de US$ 38 bilhões projetado pelo CBO (Escritório de Orçamento do Congresso) para a guerra até 1º de agosto, e surge após o Pentágono ter estimado em US$ 37,5 bilhões a conta da guerra em julho.