Segunda-feira, 10 de agosto de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 10 de agosto de 2026
Os economistas consultados pelo Banco Central (BC) reduziram, pela primeira vez desde abril, a previsão para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2026. A estimativa para a inflação também apresentou queda, em um cenário posterior à decisão do Banco Central de reduzir a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual na semana passada.
As projeções constam no boletim Focus, divulgado nessa segunda-feira (10), que reúne as expectativas de analistas do mercado financeiro para os principais indicadores da economia brasileira. Para 2026, a previsão de crescimento econômico passou de 1,99% para 1,98%, uma redução de 0,01 ponto percentual em relação à semana anterior.
A perspectiva para o desempenho do PIB não registrava queda desde 13 de abril. Naquela ocasião, a estimativa havia recuado de 1,86% para 1,85%. A nova redução ocorre após uma sequência de semanas de manutenção ou revisão das projeções para a atividade econômica brasileira.
Para 2027, os economistas também reduziram a expectativa de crescimento do PIB. A previsão passou de 1,57% para 1,52%. Já as estimativas para 2028 e 2029 permaneceram inalteradas, em 2% nos dois anos.
Outra alteração registrada no boletim foi na previsão para a inflação. Pela sexta semana consecutiva, os analistas reduziram a estimativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que passou de 5,03% para 5,02% em 2026.
Apesar da nova redução, a projeção continua acima do centro da meta de inflação, estabelecido em 3%. O sistema de metas permite uma variação de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que estabelece um intervalo entre 1,5% e 4,5%. Dessa forma, a expectativa do mercado permanece acima do limite superior da meta.
Em relação à taxa básica de juros, os economistas mantiveram a previsão de que a Selic encerre 2026 em 13,75% ao ano. A estimativa considera a possibilidade de uma nova redução de 0,25 ponto percentual após o corte realizado na semana passada, que levou a taxa para 14% ao ano.
Para os anos seguintes, as projeções para a Selic também permaneceram estáveis. A expectativa é de que a taxa termine 2027 em 12%, 2028 em 10,5% e 2029 em 10% ao ano.
Taxa de câmbio
No mercado de câmbio, os economistas mantiveram a previsão para o dólar no fim de 2026 em R$ 5,20. Para o encerramento de 2027, a estimativa também permaneceu inalterada, em R$ 5,28 por dólar. (Com informações da Folha de S.Paulo e do portal de notícias g1)