Segunda-feira, 18 de maio de 2026

Primeira-dama nega que atriz iraniana tenha sido pivô do tapa que deu no presidente da França

A primeira-dama da França, Brigitte Macron, negou que a atriz franco-iraniana Golshifteh Farahani tenha sido o motivo do tapa dado em Emmanuel Macron durante uma viagem oficial ao Vietnã no ano passado.

O assunto voltou a repercutir após o editor político da revista “Paris Match”, Florian Tardif, sugerir em seu novo livro, “Um Casal (Quase) Perfeito”, que Brigitte teria visto uma mensagem para Golshifteh Farahani durante a viagem e reagido de forma agressiva. Fontes próximas a primeira-dama francesa, entretanto, afirmaram ao jornal francês “Le Parisien” que ela mesma havia negado a história ao autor do livro, esclarecendo que jamais acessa ou olha o celular do marido.

Segundo o jornalista, pessoas próximas ao casal relataram que as conversas eram “picantes” e provocaram tensão entre o casal momentos antes do desembarque em Hanói. A cena acabou registrada por câmeras de imprensa e viralizou nas redes sociais após mostrar Brigitte dar um tapa no rosto de Macron ainda na porta do avião presidencial.

Fontes ligadas à primeira-dama, porém, negaram a versão apresentada no livro. Ao jornal francês Le Parisien, pessoas próximas afirmaram que Brigitte nunca acessa o celular do marido e rejeitaram a ideia de que a atriz iraniana tenha sido pivô do episódio.

Tardif afirma ter conversado com mais de 70 fontes para corroborar a história contida no seu livro, em declaração à rádio RTL. “O presidente francês teve um caso amoroso platônico com a atriz por vários meses. Disseram-me isso repetidamente. As mensagens que me mostraram eram bastante explícitas, do tipo ‘‘você é muito bonita’’. Essas mensagens geraram tensões que culminaram na divulgação da desavença privada.”

A atriz, conhecida internacionalmente por produções de cinema francês e hollywoodiano, ainda não comentou as declarações.

Na época em que o vídeo veio à tona, o Palácio do Eliseu inicialmente minimizou o episódio e classificou a cena como um momento de descontração entre o casal antes do início da agenda diplomática no Sudeste Asiático.

A repercussão internacional aumentou depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ironizou o episódio durante conversa com jornalistas. Em resposta, Macron criticou a transformação do caso em um espetáculo público e afirmou que situações pessoais passaram a ser distorcidas nas redes sociais.

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