Sexta-feira, 22 de maio de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 22 de maio de 2026
Após a rejeição pela PF (Polícia Federal) de uma proposta de delação premiada apresentada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, integrantes da equipe de Paulo Gonet Branco passaram a sinalizar, nos bastidores, que o ex-dono do banco Master tampouco terá vida fácil com a PGR (Procuradoria-Geral da República). As informações são da CNN.
Sob reserva, procuradores afirmam que devem adotar critérios ainda mais rígidos para avançar nas negociações que, apesar de rejeitadas pela PF, seguem em curso na Procuradoria.
A sinalização é de que qualquer acordo terá de apresentar informações “muito consistentes” para prosperar. Procuradores costumam dizer que, como regra, são ainda mais exigentes que a Polícia Federal em se tratar de delações e que não haverá avanço se Vorcaro não apresentar “algo muito consistente”.
Na PF, investigadores entenderam que o ex-banqueiro não trouxe informações inéditas ou relevantes em relação ao material já reunido nas operações. Com a negativa da PF, as negociações continuam em andamento na PGR, que tem autonomia constitucional para conduzir acordos de colaboração premiada independentemente da posição da polícia.
No gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), auxiliares avaliam que, neste momento, a discussão ainda está concentrada na qualidade do material apresentado e não no eventual impacto político das revelações.
A percepção entre investigadores, porém, é a de que as tratativas ainda terão um caminho longo até a conclusão e que as operações podem pressionar o ex-banqueiro a melhorar o acordo.
A PGR segue analisando os anexos apresentados pela defesa do ex-banqueiro. Entre os pontos em discussão estão os valores de ressarcimento aos cofres públicos, o alcance político das informações oferecidas e os benefícios penais pretendidos por Vorcaro.