Quinta-feira, 03 de setembro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 2 de setembro de 2026
A Go Up, produtora responsável por “Dark Horse”, filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou em nota que o recebimento de uma parcela até então desconhecida de recursos para a produção, transferida pelo banqueiro Daniel Vorcaro, foi informado à Justiça de São Paulo. Segundo a empresa, o valor consta da prestação de contas apresentada ao Judiciário em junho deste ano.
O esclarecimento foi divulgado após reportagem publicada na terça-feira (1º) pela revista Piauí revelar que Vorcaro transferiu, em setembro de 2025, mais de US$ 1,6 milhão, o equivalente a cerca de R$ 8,5 milhões na cotação daquele período, para um fundo responsável pelo financiamento do filme.
Com esse novo aporte, o total de recursos transferidos pelo banqueiro para a produção chegou a US$ 12,3 milhões. O valor, que não havia sido divulgado anteriormente, contrasta com uma declaração feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo a qual as transferências de Vorcaro para o projeto já haviam sido interrompidas.
Em posicionamento encaminhado à coluna Painel, da Folha de S.Paulo, a Go Up afirmou que os recursos recebidos foram utilizados integralmente na realização do filme e que todas as movimentações financeiras foram incluídas na documentação apresentada à Justiça.
“A Go Up reitera que todos os recursos de capitalização recebidos para a produção do filme foram integralmente destinados à sua produção. A respectiva prestação de contas foi apresentada à Justiça de São Paulo em 10 de junho de 2026, na qual já está incluído o último aporte de capitalização, realizado em setembro de 2025, objeto de reportagens recentes”, diz a nota da produtora.
A empresa também confirmou que houve uma tentativa de transferência de uma nova parcela em outubro de 2025. De acordo com a Go Up, porém, a operação não chegou a ser concluída e, por isso, o valor não foi efetivamente recebido pelo fundo responsável pelo financiamento da obra.
“Essa operação, entretanto, não foi processada e concluída no âmbito do sistema financeiro brasileiro e, consequentemente, os respectivos recursos não foram recebidos pelo fundo e disponibilizados à produção do filme”, diz a empresa.
A produtora afirmou ainda que os recursos destinados ao projeto passaram por mecanismos formais do sistema financeiro e foram acompanhados pelos documentos e contratos correspondentes. Segundo a empresa, as operações também seguiram os procedimentos exigidos para movimentações financeiras internacionais.
“A Go Up reitera que todos os recursos de capitalização recebidos para a produção do filme foram integralmente destinados à sua produção”, reforçou a empresa ao comentar os questionamentos sobre a origem e a destinação dos valores. (Com informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo)