Sexta-feira, 05 de junho de 2026

Projeto de autoria gaúcha quer proibir brindes para vender ultraprocessados a crianças

Brinde proibido

Um projeto de lei apresentado na Câmara dos Deputados pela parlamentar gaúcha Denise Pessôa (PT) quer enquadrar como prática abusiva pelo Código de Defesa do Consumidor a associação de itens colecionáveis infantis à compra de alimentos e bebidas ultraprocessados. O texto proíbe o uso de brindes lúdicos – a exemplo de brinquedos, figurinhas e álbuns – como gatilho de venda direta ou indireta para produtos com altos índices de sódio, açúcar, gorduras e aditivos químicos. Para Denise, a estratégia de mercado explora a vulnerabilidade cognitiva do público infantojuvenil e sabota as políticas de saúde pública contra a obesidade infantil. A proposta estabelece que, em caso de descumprimento, os fornecedores estarão sujeitos a sanções administrativas, civis e penais previstas na própria legislação de proteção ao consumidor.

Polinizar Cidades

Sancionada em 2024, a lei que institui o Programa Polinizar Cidades no Rio Grande do Sul obteve regulamentação definitiva nesta semana a partir de decreto assinado pelo governador Eduardo Leite. De autoria do deputado estadual Sergio Peres (Republicanos), a iniciativa pretende promover a conservação de abelhas nativas sem ferrão por meio da instalação de meliponários em áreas urbanas e rurais. O programa será coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura em articulação com as pastas do Desenvolvimento Rural, da Agricultura e da Educação. Para receber apoio técnico e financeiro do Estado, as prefeituras interessadas deverão formalizar um termo de adesão contendo metas locais e o mapeamento das áreas prioritárias. A estrutura conta ainda com um comitê gestor responsável por monitorar as ações semestralmente e aprovar a destinação de recursos orçamentários para a compra de caixas e mudas melíferas, entre outros itens.

Sabatina concluída

A Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa aprovou por unanimidade a indicação de Robson Oliveira dos Santos para o cargo de diretor do Banrisul, após sabatina nesta semana em reunião extraordinária. Indicado pelo governador, o executivo apresentou suas credenciais aos parlamentares e expôs sua trajetória de 20 anos de carreira dentro da instituição financeira estatal. Egresso da Universidade Federal do Rio Grande do Sul na área financeira, Santos detalhou sua evolução desde a aprovação no concurso público até a disputa pela área de planejamento estratégico e a ocupação de cargos de chefia no varejo e no crédito do agronegócio. A arguição pública contou com manifestações e questionamentos dos deputados Miguel Rossetto (PT), Juvir Costella (MDB) e Edivilson Brum (MDB) antes de receber o aval consensual do grupo. Com a validação pelo colegiado, o requerimento de indicação agora será relatado pelo deputado Professor Bonatto (PSD).

Impostômetro Gaúcho

O deputado estadual Kaká D’Ávila (PODEMOS) apresentou nesta semana um projeto de lei que autoriza o Executivo a instituir o Programa Estadual de Transparência Fiscal e Orçamentária, denominado “Impostômetro Gaúcho”. A plataforma busca ampliar a divulgação de dados detalhados sobre a arrecadação tributária e a aplicação de recursos em áreas essenciais. Pela proposta, o cidadão poderá acompanhar de forma clara os percentuais destinados a setores como saúde, educação, segurança pública, assistência social e infraestrutura. A publicidade dessas informações oficiais poderá ocorrer por portais, aplicativos e painéis eletrônicos fixados em municípios-polo, aeroportos, rodoviárias e prédios públicos do Estado. Segundo o texto, a execução prática da medida sugerida fica condicionada aos critérios de conveniência da administração pública e à disponibilidade orçamentária do Estado.

Calcário no campo

Ganhou parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa a proposta do deputado Rodrigo Lorenzoni (PP) que institui o Programa Estadual de Incentivo ao Uso do Calcário no Rio Grande do Sul. O parlamentar propõe o estímulo da aplicação do mineral para corrigir a acidez dos solos e alavancar a produtividade agropecuária, com foco especial em pequenos e médios produtores. Para disseminar a técnica, o texto prevê a criação de áreas demonstrativas e o desenvolvimento de ações de capacitação voltadas aos trabalhadores rurais. Lorenzoni destaca que a medida representa uma tecnologia acessível e de baixo custo, capaz de fortalecer a agricultura familiar e elevar de forma comprovada a renda no campo. Com o aval de constitucionalidade garantido no colegiado, a matéria segue agora para a análise das comissões temáticas da Casa. (Por Bruno Laux – Instagram: @obrunolaux)

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