Segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

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Quarto dia de julgamento do caso Kiss tem depoimentos de organizador de eventos e vítima da tragédia

Em três dias, o tribunal do júri do julgamento dos réus acusados de serem os responsáveis do incêndio na boate Kiss ouviu dez pessoas entre vítimas e testemunhas. Para este sábado (4), estão previstos os depoimentos da testemunha de defesa de Elissandro Spohr (sócio da boate), Alexandre Marques, e a vítima indicada pela assistência de acusação, Maike Ariel dos Santos.

Até o momento, foram interrogadas no plenário do Foro Central I de Porto Alegre seis vítimas, três testemunhas e um informante. O julgamento começou na quarta-feira (1º) e não têm uma data definida para terminar. Os depoimentos têm durado entre duas e cinco horas. Em função disso, o Ministério Público propôs que que cada parte reduzisse o número de testemunhas e vítimas. A proposta foi apresentada no plenário e aceita pelo juiz Orlando Faccini Neto.

Foram ouvidas até a noite desta sexta-feira (3), cinco vítimas indicadas pelo Ministério Público (Kátia Giane Pacheco Siqueira, ex-funcionária, Jéssica Montardo Rosado, irmã de uma vítima, Emanuel de Almeida Pastl, familiar de uma vítima, Lucas Cauduro Peranzoni, DJ da festa e Érico Paulus Garcia, ex-funcionário) e uma testemunha da assistência de acusação, a vítima Kelen Giovana Leite Ferreira.

Entre as testemunhas, foram interrogadas pelo Ministério Público o engenheiro Miguel Ângelo Teixeira Pedroso e o proprietário da loja de artefatos pirotécnicos, Daniel Rodrigues da Silva e uma arrolada pela defesa de Marcelo, Pedrinho Antônio Bortoluzzi, ex-patrão do réu que foi ouvido para relatar como era o comportamento do vocalista da banda.

Também foi interrogado o informante Gianderson Machado da Silva, funcionário que prestava serviço para a boate na manutenção dos extintores. Por fim, Érico Paulus Garcia, ex-funcionário e barman da boate, depôs na noite desta sexta-feira (3).

Resumo da tragédia

O incêndio da Boate Kiss aconteceu na madrugada de 27 de janeiro de 2013, em Santa Maria. De acordo com o processo, a tragédia foi provocada pela imprudência dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira em usar artefato pirotécnico dentro de um ambiente fechado e pelo fato de haver aglomeração de público além da capacidade prevista no local.

As chamas se alastraram rapidamente por causa do material inflamável usado como isolamento acústico, que produziu uma fumaça preta e tóxica. A boate estava lotada, e não havia saída de emergência. Morreram 242 pessoas entre 18 e 30 anos (a maioria por asfixia), e 636 ficaram feridos.

São réus pelas mortes os sócios da boate Kiss Elissandro Callegaro Spohr, 38 anos, e Mauro Londero Hoffmann,  56, além do músico Marcelo de Jesus dos Santos, 41, vocalista da banda Gurizada Fandangueira, e do produtor e auxiliar de palco Luciano Bonilha Leão, 44.

Com base nos inquéritos da Polícia Civil e Brigada Militar, eles foram denunciados pelo Ministério Público por 242 homicídios consumados com dolo eventual (quando se assume o risco de matar) e 636 tentativas de homicídio.

Desde o início de processo, um total de quase 50 pessoas (incluindo bombeiros e pessoas com ligação à boate) também foram acusadas de crimes como falsidade ideológica, fraude processual, falso testemunho, negligência e prevaricação e improbidade administrativa.

Julgamento

O Tribunal do Júri é composto pelo Conselho de Sentença, formado pelo juiz Orlando Faccini Neto, titular do 2º Juizado da 1ª Vara do Júri da Comarca de Porto Alegre, e por sete jurados escolhidos por sorteio.

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