Segunda-feira, 06 de julho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 5 de julho de 2026
A produção de petróleo no Brasil registrou um novo marco. Em maio, o país produziu, em média, 4,3 milhões de barris por dia (bpd), um aumento de 16,9% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Foi o segundo maior volume mensal da história, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (1º) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O resultado ficou atrás apenas de abril, quando a produção atingiu o recorde de 4,33 milhões de barris por dia.
Grande parte desse avanço foi impulsionada pelo pré-sal, que respondeu por 3,47 milhões de barris por dia, mais de 80% de todo o petróleo produzido no país em maio. O resultado reforça a trajetória de crescimento da produção brasileira, depois de 2025 ter fechado com média anual recorde de 3,77 milhões de barris por dia.
Entre as empresas, a Petrobras segue na liderança com ampla vantagem. Em maio, a estatal produziu 2,55 milhões de barris por dia, o equivalente a cerca de seis em cada dez barris extraídos no Brasil. Em seguida aparecem a Shell, com 415,3 mil barris por dia, e a TotalEnergies, com 209,9 mil barris por dia.
Veja o ranking:
1. Petrobras: 59,3%
2. Shell: 9,7%
3. TotalEnergies: 4,9%
4. PPSA: 4,8%
5. CNOC Petroleum: 2,8%
6. Petrogral Brasil: 2,5%
7. CNPC: 2,0%
8. Prio Tigris: 1,7%
9. Prio Forte S.A.: 1,4%
10. Equinor Brasil: 1,2%
Os 9,7% restantes estão divididos em outras 61 empresas.
Gás Natural
A produção de gás natural também cresceu na comparação com um ano antes. Foram 206,06 milhões de metros cúbicos por dia em maio, alta de 19,6%. Em relação a abril, porém, houve uma leve queda de 0,3%.
Nem todo o gás produzido chega ao mercado. Em maio, 60,83 milhões de m³ por dia foram disponibilizados ao mercado, enquanto 120,13 milhões de m³ por dia foram reinjetados nos reservatórios. Além disso, houve consumo interno de 19,23 milhões de m³ por dia nas plataformas e queima de 5,87 milhões de m³ por dia.
Considerando petróleo e gás natural, a produção total brasileira chegou a 5,597 milhões de barris de óleo equivalente por dia em maio.
Mercado global
Segundo o banco de investimentos Goldman Sachs, o mercado global de petróleo deve voltar a registrar excesso de oferta à medida que o impacto da guerra com o Irã diminui e o tráfego pelo estreito de Hormuz se normaliza.
Embora se espere que as compras de petróleo bruto para reabastecer as reservas estratégicas apertem o mercado global em certa medida, elas compensariam apenas parcialmente o excedente esperado, disse Samantha Dart, co-chefe de pesquisa global de commodities, em entrevista à Bloomberg Television.
“Assim que houver uma normalização dos fluxos pelo estreito, a expectativa é que entremos em um cenário de excesso de oferta”, disse Dart, acrescentando que o excedente deverá ficar, em média, pouco acima de 3 milhões de barris por dia no próximo ano.
As exportações pelo estreito de Hormuz devem se normalizar até o fim deste mês, disse Dart. “Realmente esperamos que, até o fim de julho, isso esteja resolvido”, afirmou, depois que as recentes interrupções adiaram um pouco o cronograma esperado. (Com informações do g1 e Folha de S. Paulo)