Sábado, 07 de novembro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 6 de novembro de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nessa sexta-feira (6) que passará a acompanhar pessoalmente o cumprimento das ações e dos prazos estabelecidos pelo governo federal. Segundo ele, as medidas aprovadas deverão ter cronogramas definidos e entregas efetivas, e os responsáveis que não corresponderem às expectativas terão de deixar suas funções. A declaração foi feita durante reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética, em Brasília.
Ao discursar no encontro, Lula demonstrou confiança no trabalho do colegiado e destacou a importância de sua capacidade de deliberar, implementar decisões e garantir a execução das políticas públicas. O presidente, no entanto, ressaltou que pretende adotar uma postura mais rigorosa no acompanhamento dos compromissos assumidos pelos diferentes setores do governo.
“Estou orgulhoso pelo nosso querido Conselho Nacional de Política Energética. Feliz o país que tem um conselho desse que pode decidir as coisas, implementar as coisas e executar, porque, a partir de agora, além da Casa Civil, o Lulinha (em referência a si mesmo) vai ser fiscal, sabe? Do cumprimento de cada coisa que a gente aprovar”, afirmou.
Na sequência, o presidente reforçou que pretende cobrar prazos concretos para a realização de cada iniciativa aprovada. Segundo ele, não será suficiente anunciar medidas ou estabelecer diretrizes sem garantir que elas sejam efetivamente colocadas em prática. Lula também sinalizou que não pretende tolerar atrasos injustificados ou falta de comprometimento por parte dos responsáveis pela execução das políticas governamentais.
“Aprovou uma coisa, eu quero saber data de entrega, quero saber [em] quanto tempo (vai ser entregue). Quem não quiser fazer, cai fora, porque o Brasil não pode esperar”, declarou.
Durante a reunião, Lula também apresentou suas expectativas para o desenvolvimento econômico brasileiro nos próximos anos. O presidente afirmou que pretende aproveitar os quatro anos de governo para promover uma transformação estrutural no país, com o objetivo de ampliar sua capacidade produtiva e reduzir a dependência econômica em relação a outras nações.
O chefe do Executivo disse que sua intenção é fazer do Brasil uma potência econômica, capaz de competir em condições de igualdade com as maiores economias mundiais. Ao mencionar China e Estados Unidos, destacou que o país não deve permanecer dependente dessas duas potências e precisa fortalecer sua própria capacidade de desenvolvimento, produção e inovação.
“Nós queremos transformar esse país numa potência econômica, não queremos ficar dependendo da China ou dos Estados Unidos. Queremos ser igual a eles ou melhor do que eles”, afirmou.
A reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética também teve como pauta a transição energética brasileira. Às vésperas da COP31 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), que começa na próxima segunda-feira (9), na Turquia, o colegiado aprovou as diretrizes para a elaboração do Mapa do Caminho Nacional. (Com informações da CNN Brasil)