Sexta-feira, 06 de novembro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 6 de novembro de 2026
Depois de não atingir a cláusula de desempenho nas eleições de 2026, a Executiva Nacional do PDT aprovou nesta sexta-feira (6) o ingresso do partido em uma federação com Solidariedade, PRD e Avante. A inclusão ainda precisará ser analisada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A cúpula do PDT também aprovou um indicativo favorável à entrada do PSB na mesma associação partidária. A possibilidade, porém, ainda será discutida pelas duas siglas, que devem levar o assunto às respectivas executivas nos próximos dias.
O PDT, o Avante e a federação formada por PRD e Solidariedade ficaram abaixo dos critérios exigidos para manter o acesso regular ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda partidária gratuita a partir de 2027. Sem uma aliança, essas legendas correm o risco de perder recursos públicos e espaço na propaganda política.
A federação permite que os partidos somem seus desempenhos eleitorais para alcançar os requisitos da cláusula de desempenho, também conhecida como cláusula de barreira. Nesse modelo, as legendas passam a atuar como um único bloco no Congresso Nacional e precisam permanecer juntas por, no mínimo, quatro anos.
Formação da aliança
A base da nova composição já existia. Solidariedade e PRD oficializaram uma federação em junho de 2025, em Brasília. Na ocasião, o Avante, apesar da proximidade com as duas siglas, optou por não participar da associação.
Posteriormente, o Avante mudou de posição e apresentou ao TSE um pedido para ingressar na federação. O partido também chegou a considerar a possibilidade de incorporação ao Solidariedade, caso a Justiça Eleitoral não autorizasse a ampliação da aliança.
O PDT, por sua vez, avaliou diferentes possibilidades antes de tomar a decisão. A aprovação ocorre dez dias depois de o partido manifestar preferência por uma federação com o PSB, presidido por João Campos. Na ocasião, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, classificou a aproximação como o “caminho natural” da legenda, mas manteve abertas as negociações com outras siglas.
As conversas entre PDT e PSB não são recentes. Em 2024, as divergências políticas entre os irmãos Ciro e Cid Gomes, no Ceará, já representavam um obstáculo à formação de uma federação nacional entre os partidos.
Cid deixou o PDT e ingressou no PSB naquele ano, acompanhado por aliados, em meio a disputas internas na legenda. Ciro, por sua vez, deixou o PDT em 2025 e se filiou ao PSDB.