Terça-feira, 05 de maio de 2026

Reconstrução gaúcha: governo do RS já destinou mais de R$ 500 milhões a obras de prevenção e reparo

Por meio do programa “Fundo a Fundo da Reconstrução”, o governo gaúcho tem realizado o repasse direto de recursos estaduais para obras de prevenção e recuperação em diferentes regiões do Estado. A iniciativa já assegurou quase R$ 503 milhões aprovados e outros R$ 152,5 milhões encaminhados a treze municípios, viabilizando serviços de drenagem, remontagem de estações de bombeamento e diques, além da elaboração de planos diretores de drenagem urbana nas cidades.

Até abril, as prefeituras de Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo, Eldorado do Sul, Rio Grande, Gravataí, Pelotas, Esteio, São Sebastião do Caí, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, São Lourenço do Sul e Alvorada já haviam garantido verbas da iniciativa.

Canoas, com R$ 213 milhões assegurados, e Porto Alegre, com R$ 200 milhões, lideram o ranking de maior número de obras e intervenções aprovadas pelo programa, em razão do estado avançado dos projetos apresentados. Na capital gaúcha, o dique do bairro Sarandi (Zona Norte) é um exemplo.

Mediante investimentos em diferentes áreas, o Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) já soma R$ 14 bilhões entre valores pagos, empenhados e aprovados. “Para além de projetos voltados à reconstrução de estruturas e lugares atingidos, o programa resgata vidas e trabalha na construção do futuro do Estado”, ressalta o Palácio Piratini.

Conforme o portal estado.rs.gov.br, o Rio Grande do Sul conta hoje com um conjunto estruturado de ações que ampliam sua capacidade de resposta e prevenção, tornando-o mais resiliente. Essa transformação não se limita à gestão de riscos climáticos, pois inclui ações de fortelecimento de aspectos como economia e infraestrutura, a fim de melhor preparar para o enfrentamento de desafios climáticos nos próximos anos.

Ações abrangidas

– serviços de hidrojateamento;
– obras em diques (contratação de projetos, trabalhos de recuperação e alteamento de cotas);
– obras em estações de bombeamento de água bruta e pluvial (contratação de projeto de recuperação e modernização);
– drenagem (contratação de projeto e obra para manutenção e recuperação dos sistemas de micro e macrodrenagem);
– obras em comportas (desenvolvimento de projetos e obras de recuperação, substituição e fechamento de comportas);
– estudos (sobre os sistemas de proteção e geofísicos e hidrológicos);
– elaboração de planos diretores de drenagem urbana.

O titular da Secretário da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi, destaca que o programa é essencial na recuperação das estruturas municipais: “O Fundo a Fundo nos permite realizar repasses diretos aos municípios, o que torna o processo mais ágil e garante o andamento de obras decisivas. Estamos em contato direto, tanto para assegurar recursos quanto para garantir o bom funcionamento e o andamento dos trabalhos”.

As demandas recentes realizadas pelos municípios que já integram o programa estão sendo analisadas pelas equipes da Secretaria da Reconstrução Gaúcha (Serg) e do Comitê Gestor do Plano Rio Grande. Da mesma forma, novos municípios podem solicitar a adesão ao Fundo a Fundo a partir do envio de projetos adequados ao escopo de recuperação e reconstrução das estruturas municipais.

(Marcello Campos)

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