Terça-feira, 07 de dezembro de 2021

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Remédio inédito para tratamento de câncer de pulmão altamente letal chega ao Brasil

Um novo medicamente desenvolvido pela farmacêutica Janssen como tratamento para um tipo altamente letal de câncer de pulmão recebeu recentemente o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser utilizado no Brasil.

Com aplicação infusional ou intravenosa, quando o medicamento é injetado diretamente na corrente sanguínea do paciente, o Amivantamabe é utilizado contra um subtipo específico de tumor, geralmente diagnosticado já em estágio avançado ou em mestástase, quando a doença já se espalhou para outras partes do corpo, e representa um dos mais significativos avanços no combate a uma das mais letais formas da doença.

O remédio é vendido com o nome de Rybrevant, e age, segundo o site da Anvisa, em casos de “câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) localmente avançado ou metastático com mutações de inserção do éxon 20 ativadoras do receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR), cuja doença apresentou progressão durante ou após quimioterapia à base de platina”. Trata-se de um de um tipo da doença com mutação no EGFR, gene receptor do fator de crescimento epidérmico, funcionando como uma espécie de “motor” para o crescimento do tumor, em um dos mais difíceis tipos de ser tratado.

Segundo resultados, o tratamento bloqueia a ação das moléculas alteradas defeituosas e, assim, o crescimento do tumor, aumentando em 55% a sobrevida dos pacientes na fase final da doença. O ganho representa um aumento médio de quase um ano de vida em tais casos, em resultado mais favorável, menos invasivo e com menos efeito colateral que, por exemplo, as quimioterapias conhecidas. O Amivantamabe foi aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), a agência equivalente à Anvisa nos EUA, em maio desse ano, e a aprovação no Brasil foi publicada no final do mês de setembro e atualizada no início de outubro.

Por se tratar de doença de difícil diagnóstico prévio, é comum que o câncer de pulmão seja detectado já em estágio avançado, o que agrava ainda mais a letalidade da doença. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), anualmente cerca de 2,1 milhões de novos casos e 1,76 milhões de pessoas morrem em decorrência da doença no mundo: no Brasil, a doença é o segundo tipo mais comum de câncer entre homens e mulheres, com cerca de 30 mil novos casos e 27 mil mortes anuais, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA). A principal causa da doença é o cigarro ou a proximidade com fumantes.

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