Segunda-feira, 25 de maio de 2026

Restrições orçamentárias da Agência Nacional de Aviação Civil podem comprometer a segurança aérea, alerta o Tribunal de Contas da União

O TCU (Tribunal de Contas da União) alertou que as restrições orçamentárias enfrentadas pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) podem comprometer a continuidade dos resultados positivos da segurança aérea no Brasil nos próximos anos.

A conclusão faz parte de auditoria realizada pela Corte para avaliar o desempenho da agência em áreas consideradas estratégicas para a aviação civil, como aeronavegabilidade e o atendimento às recomendações do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).

Segundo o tribunal, apesar de a Anac cumprir de forma eficaz suas funções regulatórias e de fiscalização, mantendo um sistema alinhado aos padrões internacionais, a redução contínua do orçamento da agência representa um risco para a manutenção desse nível de excelência.

De acordo com o relatório, o orçamento da Anac em 2025 corresponde a apenas um terço do valor corrigido de 2013. O TCU aponta que as limitações financeiras podem afetar áreas como fiscalização, certificação de novas tecnologias e capacitação técnica de servidores.

A auditoria, no entanto, concluiu que não foram encontrados indícios de irregularidades nas áreas analisadas, segundo informações divulgadas pela CNN.

O relatório também destacou o desempenho brasileiro nas avaliações da Oaci (Organização da Aviação Civil Internacional). O País atingiu índice de conformidade de 100% na área de aeronavegabilidade e de 99,35% na investigação de acidentes e incidentes aeronáuticos.

Para o TCU, os resultados colocam o sistema regulatório brasileiro entre os mais bem avaliados do mundo e reforçam a credibilidade do setor aéreo nacional no cenário internacional.

Outro ponto destacado pela Corte foi o modelo de Vigilância Baseada em Risco adotado pela Anac. O sistema permite priorizar ações de fiscalização em áreas consideradas mais sensíveis, otimizando recursos da agência.

A auditoria também apontou que a Anac apresentou índice de 93,23% de cumprimento das recomendações do Cenipa entre 2018 e 2022. Embora essas recomendações não tenham caráter obrigatório, o tribunal avaliou que o nível de adesão demonstra compromisso da agência com a prevenção de acidentes e a melhoria contínua da segurança operacional.

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