Terça-feira, 18 de janeiro de 2022

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Resultados da fase 3 da vacina Clover mostraram 100% de eficácia contra casos graves e hospitalizações para qualquer variante do coronavírus

Mais uma boa notícia na luta contra o novo coronavírus veio da China. A vacina Clover, da fabricante Sichuan Clover Biopharmaceutical, já está na fase 3 de testes e mostrou 100% de eficácia contra casos graves e internação pela covid-19. O resultado é de uma pesquisa realizada em quatro continentes, com 30 mil voluntários em cinco países, incluindo o Brasil.

Os cientistas também revelaram que a Clover funciona inclusive contra as principais variantes do coronavírus. Em relação aos casos leves e moderados, a vacina se mostrou 84% eficaz em geral, sendo 79% segura contra a variante Delta e 92% contra a Gama. Dos casos positivos registrados entre os participantes, 38% foram provocados pela variante Delta, 25% pela Mu, 9% pela Gama e 8% pela Beta.

Os cientistas também revelaram que a Clover funciona inclusive contra as principais variantes do coronavírus. Em relação aos casos leves e moderados, a vacina se mostrou 84% eficaz em geral, sendo 79% segura contra a variante Delta e 92% contra a Gama. Dos casos positivos registrados entre os participantes, 38% foram provocados pela variante Delta, 25% pela Mu, 9% pela Gama e 8% pela Beta.

A vacina da Clover usa um vetor viral não-replicante, o adenovírus, para introduzir a proteína S no organismo — a biomolécula está presente no coronavírus e o imunizante a usa para estimular o sistema imunológico a reconhecer e lutar contra futuras invasões.

A vacina é administrada em duas doses em um intervalo de 22 dias. A autorização para uso emergencial já foi feita junto à Agência Europeia de Medicamentos (EMA). No Brasil, os resultados do estudo clínico foram enviados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Pfizer

Representantes da farmacêutica Pfizer pediram à Anvisa autorização para aplicar uma terceira dose da vacina Comirnaty em voluntários que receberam as duas primeiras doses do imunizante há, pelo menos, seis meses.

Atualmente, a bula da Comirnaty prevê que cada pessoa receba apenas duas doses. A autorização para uma dose de reforço depende da aprovação da agência reguladora, responsável por atestar a segurança e a eficácia da terceira dose.

Se o pedido para alteração da posologia for aprovado, a terceira dose poderá, posteriormente, ser aplicada em todas as pessoas a partir dos 12 anos que tomaram a Comirnaty.

A vacina da Pfizer contra o novo coronavírus foi a primeira a obter registro definitivo no Brasil, em 23 de fevereiro deste ano. Até então, apenas a CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, e a vacina produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a Universidade de Oxford e o laboratório inglês AstraZeneca tinham sido autorizadas para uso emergencial.

Em nota, a Anvisa informou ter o prazo de até 30 dias para responder à demanda da farmacêutica, desde que não sejam necessárias adequações ou esclarecimentos técnicos adicionais. Segundo a agência, o estudo clínico que a Pfizer apresentou para subsidiar o pedido contou com a participação de voluntários brasileiros, além de cidadãos dos Estados Unidos e da África do Sul.

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