Terça-feira, 18 de junho de 2024

Rio Grande do Sul é o estado mais envelhecido; Roraima, o mais jovem

O Rio Grande do Sul é o Estado com a população mais velha do Brasil, enquanto Roraima tem a mais jovem. Os Estados têm, respectivamente, uma idade mediana de 38 e 26 anos. Os dados são do Censo Demográfico 2022. As informações sobre idade e sexo foram divulgadas nesta sexta-feira (27).

A idade mediana é um cálculo usado para dividir a população de determinado recorte geográfico em duas partes iguais, ou seja, é a idade que separa a metade mais jovem da metade mais velha da população. Por exemplo, no caso do RS, 50% da população do município tem menos de 38 anos e os outros 50% têm mais.

A região Norte, onde Roraima está, acompanha a tendência do Estado e é a região mais jovem do Brasil, com mediana de idade de 29 anos. Já o Sul é a 2ª região mais envelhecida (mediana de 36 anos), perdendo apenas para o Sudeste (37 anos).

A discrepância de idades é apontada por especialistas como um resultado do início da queda da fecundidade, que começou mais cedo nas regiões com idade mediana maior em relação às de população mais jovem, ocasionando o estreitamento da base da pirâmide etária e consequente envelhecimento da população.

De acordo com o IBGE, Roraima tem uma das taxas de fecundidade mais elevadas: 2,6 filhos por mulher. A tendência é seguida por outros estados da região Norte do país.

O instituto afirma que este indicador elevado está muito ligado à presença de populações indígenas no estado, já que elas costumam ter taxas de fecundidade mais elevada que outros grupos da população. Roraima ainda tem um saldo migratório positivo (com destaque para a entrada de venezuelanos nos últimos anos).

Saldo migratório

A situação no Rio Grande do Sul é inversa: as taxas de fecundidade são baixas e estão caindo há bastante tempo, conforme as seguidas edições do censo. Em 2010, a taxa era de 1,7 filho por mulher, enquanto a taxa nacional era de 1,9.

Outro ponto destacado pelo instituto é que o estado possui um saldo migratório negativo — assim, mais pessoas saem do estado para morar em outros lugares do que chegam. Com menos nascimentos e mais pessoas em idade produtiva deixando o estado, o envelhecimento se acelera.

Envelhecimento

O Censo também mostrou que o número de idosos com 65 anos ou mais no Brasil cresceu de forma acelerada na última década. Agora, são 22,2 milhões de pessoas nessa faixa etária –ante 14,1 milhões em 2010, no último levantamento.

As pessoas com 65 anos ou mais representam 10,9% da população brasileira. Esse é o maior percentual de idosos da história. Há 12 anos, eram 7,4%.

Foi registrado um aumento anual da população de 0,52%, de 2010 a 2022. É a menor taxa desde o 1º Censo realizado no país, em 1872. No último levantamento, eram 190.755.799 brasileiros, crescimento anual de 1,17% na década de 2000 a 2010.

Além disso, o índice de envelhecimento no país deu um salto. Passou de 30,7 no último Censo, em 2010, para 55,2 em 2022.

Entre 2010 e 2022, houve aumento da idade em todas as regiões do Brasil — mas, mesmo assim, há uma grande diversidade entre as idades dos brasileiros dentro do próprio país.

O Norte é a região mais jovem: 25,2% da sua população tem até 14 anos. A idade mediana da região é também a mais baixa: 29 anos. Em 2010, era 24 anos.

Já o Sudeste e o Sul são os mais envelhecidos: cerca de 12% dos moradores têm 65 anos ou mais. No Sudeste, a idade média é de 37 anos (a mais alta do país). Já no Sul, é de 36.

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